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Proteja a sua criança contra o Abuso Infantil

Proteja a sua criança contra o Abuso Infantil

Abuso de crianças ou maus-tratos à criança são maus tratos físicos, sexuais ou psicológicos, ou negligência de uma criança ou crianças, especialmente por um dos pais ou outro cuidador. 

O abuso infantil pode incluir qualquer ato ou falha em agir por um pai ou outro cuidador que resulte em dano real ou potencial a uma criança, e pode ocorrer na casa de uma criança, ou nas organizações, escolas ou comunidades com as quais a criança interage.

O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS

Segundo o psicólogo Peter Sanipatín, esses abusos geralmente ocorrem em menores que estão em estado de vulnerabilidade. Por exemplo, a figura mais próxima com a qual a criança compartilha seus segredos é a mãe, se essa conexão falhar, seja porque o pai é superprotetor ou porque é distante, a criança é vulnerável. Da mesma forma, uma criança está em estado de insegurança quando os pais não lhe ensinam sobre sua modéstia, porque ele não sabe que há partes que não devem ser tocadas pelos outros.

COMO O AGRESSOR IDENTIFICA A VÍTIMA?

Segundo Sanipatín, ele observa seus gestos e atitudes, pois há sinais evidentes de submissão. Por exemplo, ele se aproxima e bate nas costas, o atacante olha para sua reação e sabe se ele está vulnerável. É quando ele começa a se aproximar, manipula-o psicologicamente e cria laços de dependência e persuasão, convence-o. "A estabilidade da criança é extraído rapidamente assim que você se torna alguém completamente identificado com o agressor e fazer o que ele quer, portanto, há casos em que as crianças defendem o seu agressor", explica Sanipatín.

Ele acrescenta que o agressor em todo o processo estabelece o segredo, a ameaça, a intimidação e a vergonha, o que torna a vítima na rua. Antes da agressão, o avaliador analisa se o ambiente é favorável para isso. Por isso, é essencial para Sanipatín que as unidades educacionais, por exemplo, têm políticas para prevenir o abuso de menores, como professores sensibilizados e treinados no assunto, para que sejam tomadas medidas eficazes contra um caso de abuso sexual. "Não deixe ninguém tocar suas partes íntimas e não tocar as partes íntimas de alguém", "se eles tocam você e pedir-lhe para manter o segredo, não fazê-lo, mesmo se você ameaçar e ser um de sua família" e "se você tocar o seu partes íntimas, não fique quieto e conte o que aconteceu com alguém de sua confiança ", são as mensagens que a Unicef dá na campanha #AhoraQueLoVes # DiNoMás.

O silêncio da vítima, da família e da sociedade permite que o abuso se repita. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 88% dos casos, o perpetrador nunca será denunciado, julgado ou condenado, atingindo um abuso de aproximadamente mais 168 vítimas. Os pais devem educar seus filhos sobre o assunto. Para isso, deve haver ligações adequadas entre pais e filhos, se não houver conexão, que é a principal arma de defesa da criança, os abusos continuarão.

O abusador tem maior poder sobre a vítima, seja por idade, força física, maturidade mental ou autoridade para o vínculo. A criança tem medo de relatar o que aconteceu. Foto: Internet tirada Sinais de alerta Há algumas indicações com as quais se pode perceber que uma criança foi vítima de abuso sexual. Muitas crianças não revelam o que aconteceu e cabe aos adultos reconhecer os sinais.

O QUE RECOMENDA A UNICEF?

A Unicef recomenda estar alerta se o seu filho tiver pesadelos ou outros problemas para dormir sem qualquer explicação; se parece distraído ou distante em momentos diferentes com um olhar perdido; se você tiver uma mudança repentina em seus hábitos alimentares; se você tiver problemas para engolir; se você experimentar mudanças súbitas em seu humor, como fúria, medo, insegurança, retraimento, explosões de ansiedade, ansiedade profunda ou tristeza, choro extremo ou risada nervosa; se mostra "sinais" que levam a uma conversa sobre assuntos sexuais; se você desenvolver um medo incomum ou novo em relação a certos lugares ou pessoas; se ele se recusar a ficar sozinho ou com uma pessoa em particular; se ele se recusar a falar sobre um segredo compartilhado com uma criança adulta ou mais velha; se ele escreve, desenha, toca ou sonha com imagens assustadoras ou sexuais; se ele fala de um novo amigo mais velho; se de repente você tiver dinheiro, brinquedos ou outros presentes sem motivo; se você acha que é repulsivo, sujo ou ruim, ou se você acha que seu corpo é; ou se exibe conhecimento sexual, linguagem ou comportamento semelhante ao de um adulto. 

Crianças menores de 3 anos de idade podem ter lesões genitais e reações inespecíficas que, a princípio, parecem inexplicáveis: irritabilidade, rejeição, regressão, choro, distúrbios do sono e apetite.

Em crianças menores de 5 sinais de que se sente inseguro são: desejo constante de luto, um nó na garganta, as palmas das mãos suadas de suas mãos, você precisa ir ao banheiro, começa a suar, não sei o que dizer, seu coração bate rápido, começa a tremer ou sua barriga está doendo. Apresentar alguns desses sintomas não significa que a criança tenha sido vítima de abuso sexual; no entanto, se houver várias dessas características, você deve procurar ajuda.

COMO AGIR EM UM CASO DE ABUSO?

A Unicef recomenda que você ouça atentamente a criança, mantenha a calma e nunca o culpe nem o julgue. Garanto-lhe que não é culpa dele e reforça nele a ideia de que ele foi muito corajoso para ousar revelar o que aconteceu, pois representa o início de sua recuperação.

Depois de agradecer a ele por contar, assegure-lhe que a assistência e a proteção serão dadas e procure imediatamente ajuda. Levar a criança para um check-up médico, psicólogo e relatar o caso. Certifique-se de que o abusador ou o alegado abusador não esteja próximo da criança. Permitir que a criança dê um único testemunho ao órgão competente para a investigação (Gabinete do Procurador).

Cada criança ou adolescente que sofre abuso sexual é uma potencial vítima de uma ou mais consequências descritas anteriormente. Por isso, é importante que o psicólogo que venha a deparar-se com tais casos – em alguma política pública ou em consultórios particulares – tenha a sensibilidade necessária e esteja capacitado para enfrentar essa situação extremamente complexa e desafiadora.

REFERÊNCIAS:
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DEL PRIORE, M. História das crianças no Brasil. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2007.
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GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.
KAPLAN, H. I.; SADOCK, B. J. Compêndio de psiquiatria. 2. ed. Tradução de Maria Cristina Monteiro e Daise Batista. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.
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Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 09/08/2018

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