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Cerca de 4 milhões de crianças e gestantes não se vacinaram contra gripe

Autor: Sou Enfermagem Em: 04/06/2019

Cerca de 4 milhões de crianças e gestantes não se vacinaram contra gripe

A meta é vacinar 90% de cada um desses públicos-alvo. Para isso, mais de 10 milhões de doses ainda estão disponíveis. A partir de hoje (03/06), toda a população também pode se vacinar contra gripe no SUS

Crianças e gestantes não atingiram, até o momento, a meta de vacinação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. De acordo com balanço fechado nesta segunda-feira (03/06) pelo Ministério da Saúde, a cobertura vacinal é de 76% nestes dois grupos. São 3,7 milhões de crianças e 514,5 mil de gestantes que deixaram de se proteger contra a gripe. A meta é vacinar 90% de cada público-alvo. Também estão abaixo da meta os trabalhadores de saúde, com 80,4%, as pessoas com comorbidade, com 75,6%, a população privada de liberdade, com 61,7%, e os profissionais das forças de segurança e salvamento, com 38,9%. Todos os grupos prioritários ainda podem se vacinar, até acabarem os estoques da vacina.

A partir de hoje, a vacinação contra gripe também está disponível para quem não faz parte desses grupos, ou seja, para toda a população. Os grupos prioritários tiveram entre os dias 10 de abril e 31 de maio para se vacinar com exclusividade.

Os grupos que atingiram a meta de 90% durante o período da campanha foram os funcionários do sistema prisional (105,7%), as puérperas - mulheres até 45 após o parto (96,6%), professores (93,8%), indígenas (92,2%) e idosos (90,4%). A escolha do público prioritário no Brasil segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por serem grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina é a forma mais eficaz de evitar a doença.

No total, oito estados bateram a meta de 90%: Amazonas (100,1%), Amapá (99,3%), Pernambuco (95%), Espírito Santo (93,6%), Rondônia (94%), Maranhão (93,5%), Rio Grande do Norte (92,3%) e Alagoas (93,4%). O balanço nacional da campanha ficou em 81,1%. O estado de São Paulo é o segundo com a menor taxa de cobertura (73,78%). Em primeiro lugar está o Rio de Janeiro com 66,33%.

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina contra gripe, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da OMS: A/Michigan/45/2015 (H1N1) pdm09; A/Switzerland/8060/2017 (H3N2); B/Colorado/06/2017 (linhagem B/Victoria/2/87). A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença.

CASOS DE GRIPE NO BRASIL

Neste ano, até 11 de maio, foram registrados 807 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por influenza em todo o país, com 144 mortes. Até o momento, o subtipo predominante de gripe no país é o vírus influenza A (H1N1) pdm09, com registro de 407 casos e 86 óbitos.

TRATAMENTO DA GRIPE

Todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas.

Fonte: Ministério da Saúde  

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