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Medicamentos sedativos

Medicamentos sedativos

Os medicamentos sedativos, que merecem destaque, são o tiopental, midazolam, diazepam e hidrato de cloral.

O medicamento tiopental é anticonvulsivante e anestésico. Pode ser utilizado em anestesia geral, em procedimentos de curta duração. Sua administração é por via endovenosa.

Os pacientes em uso de tiopental podem apresentar, como efeitos colaterais: anemia hemolítica, ansiedade, taquicardia, calafrios, cansaço, colapso vascular periférico, depressão do miocárdio, depressão respiratória, constrição da laringe, espirros, náusea, parada respiratória, perda de me- mória, alteração de ritmo cardíaco, hipotensão, reações alérgicas e anafiláticas, rubor cutâneo e êmese.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao tiopental:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento midazolam é anticonvulsivante e indutor do sono. É indicado nos casos de insônia, sedação contínua e sedação pré-cirúrgica. Sua administração pode ser por via oral, intramuscular ou endovenosa.

Os pacientes em uso de midazolam podem apresentar, como efeitos colaterais: boca seca, episódios de perda de memória, náusea e êmese.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao midazolam:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento diazepam é anticonvulsivante, tranquilizante e ansiolítico. É indicado nos casos de crise convulsiva, como relaxante muscular esquelético e na sedação para exames de procedimentos médicos.

O paciente em uso de diazepam pode apresentar alterações de desejo sexual, alucinação, ansiedade, boca seca, confusão mental, lipotimia, sono- lência, tontura, náusea, excitação e parada cardiorrespiratória.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao diazepam:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve ser lenta (risco de parada cardiorrespiratória em infusão rápida).
  • Nos casos de administração endovenosa, o medicamento pode ou não ser diluído. A opção pela diluição ficará a critério médico e deverá constar em prescrição médica.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • O medicamento hidrato de cloral é um sedativo, indicado na sedação para exames de imagem. Sua administração é por via oral.
  • Os pacientes em uso do medicamento hidrato de cloral podem apresentar, como efeitos colaterais: depressão respiratória (pouco frequente), apneia, parada cardíaca, apneia obstrutiva durante o sono, agitação, euforia, delírio, cefaleia, confusão.
  • Seu uso é contraindicado em pacientes com insuficiência hepática, insuficiência renal grave e gastrite.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao hidrato de cloral:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.
  • O medicamento fentanil é um analgésico narcótico de curta duração.
  • Sua administração é por via endovenosa.
  • O paciente em uso de fentanil pode apresentar, como efeitos colaterais: depressão respiratória, bradicardia e vômito.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao fentanil:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração deve ser lenta, devido ao risco de provocar hipotensão.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

REFERÊNCIAS

1. Administração de medicamentos na Enfermagem. Rio de Janeiro: EPUB. 2ª ed, 2002
2. FURP - Memento Terapêutico. Secretaria de Estado da Saúde. 6ª ed., nov/95.
3. STAUT, NAÍMA DA SILVA - Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
4. ZANINI, A.C., OGA S. - Farmacologia aplicada. 5º ed. São Paulo: Atheneu, 1994.
5.FAKIH, F.T. - Manual de Diluição e administração de medicamentos injetáveis. 1ªed.
Rio de Janeiro, 2000
6. FONSECA, S.M. et al – Manual de Quimiterapia antineoplasica. 1ªed, Rio de Janeiro,
2000
7. DUNCAN, H.A. et al – Dicionário Andrei para enfermeiros e outros profissionais da
saúde, 2ªed, São Paulo, 1995

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 04/07/2018

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