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Medicamentos anticolinérgicos

Medicamentos anticolinérgicos

O medicamento anticolinérgico a ser destacado é a prometazina, indicada no tratamento de parkinsonismo induzido por drogas psicotrópicas e no alívio de sintomas extrapiramidais (acatisia, reações distônicas e salivação excessiva). 

Sua administração pode ser por via oral ou intramuscular.

Os pacientes em uso de prometazina podem apresentar, como efeitos colaterais e reações adversas: sonolência, cefaleia, boca seca, visão turva, disúria, retenção urinária, taquicardia, arritmias, confusão mental, depressão, alucinações, convulsões, hipotensão ortostática, leucopenia, náusea e vômito.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à prometazina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para interação medicamentosa com álcool ou depressores do sistema nervoso central, pois tais substâncias aumentam o efeito dos sedativos.
  • Atentar para interação medicamentosa com antiácidos, pois podem reduzir o efeito das drogas antiparkinsonianas.
  • Atentar para interação medicamentosa com antidepressivos tricíclicos, pois podem potencializar o efeito das drogas anti- parkinsonianas.
  • Atentar para a interação medicamentosa com anti-histamínicos, devido ao fato de poderem potencializar o efeito da prometazina.
  • Orientar o paciente sobre risco de queda decorrente de hipotensão ortostática e visão turva.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

Conhecendo, detalhadamente, os medicamentos mais utilizados nos hospitais, o profissional de enfermagem passa a ter condições de prestar assistência melhor direcionada e individualizada a cada paciente.

O conhecimento dos efeitos colaterais, das reações adversas e dos cuidados de enfermagem específicos colaboram com essa individualização da assistência de enfermagem.

Os medicamentos descritos neste capítulo estão apresentados sob a forma do princípio ativo, permitindo ao profissional o conhecimento dessa particularidade. Não há interesse em restringir-se ao nome comercial de alguma indústria farmacêutica específica. Vale lembrar que a utilização do princípio ativo é uma recomendação do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Farmácia.

Em muitas instituições de saúde, os medicamentos já são prescritos por seu princípio ativo e não mais pelo nome comercial; portanto, é funda- mental o conhecimento dessas substâncias por parte de todos os profissionais da área da saúde, principalmente pelos profissionais de enfermagem.

REFERÊNCIAS

1. Administração de medicamentos na Enfermagem. Rio de Janeiro: EPUB. 2ª ed, 2002
2. FURP - Memento Terapêutico. Secretaria de Estado da Saúde. 6ª ed., nov/95.
3. STAUT, NAÍMA DA SILVA - Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
4. ZANINI, A.C., OGA S. - Farmacologia aplicada. 5º ed. São Paulo: Atheneu, 1994.
5.FAKIH, F.T. - Manual de Diluição e administração de medicamentos injetáveis. 1ªed.
Rio de Janeiro, 2000
6. FONSECA, S.M. et al – Manual de Quimiterapia antineoplasica. 1ªed, Rio de Janeiro,
2000
7. DUNCAN, H.A. et al – Dicionário Andrei para enfermeiros e outros profissionais da
saúde, 2ªed, São Paulo, 1995




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 04/07/2018

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