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Hidrocefalia

O líquido cefalorraquiano (LCR ou líquor) banha o cérebro e a medula espinhal e preenche as cavidades ventriculares cerebrais, amortecendo eventuais traumas ou choques mecânicos sobre o sistema nervoso central.O líquido cefalorraquiano (LCR ou líquor) banha o cérebro e a medula espinhal e preenche as cavidades ventriculares cerebrais, amortecendo eventuais traumas ou choques mecânicos sobre o sistema nervoso central.

O líquor é produzido e reabsorvido pelos ventrículos, por meio da corrente sanguínea e circula por eles através de delicados orifícios que podem ser obstruídos, dificultando a sua circulação.

Hidrocefalia é uma situação em que há um desequilíbrio entre a produção, circulação ou absorção desse fluido, com um acentuado aumento dele. Refere-se ao acúmulo do líquor nas cavidades ventriculares cranianas (o que as faz aumentar de tamanho) e no espaço subaracnóideo e à pressão que passa a exercer sobre as estruturas do cérebro, podendo causar nelas lesões e inchaço.

Quais são as causas da hidrocefalia?

A hidrocefalia pode resultar do excesso de produção (situação rara), impedimento de circulação ou absorção do LCR, o que gera um aumento da pressão no interior do cérebro. Em geral essa obstrução está relacionada com o aparecimento da espinha bífida, mas também pode ocorrer por outras razões, genéticas ou adquiridas, entre as quais se contam: infecções (caxumba, citomegalovírus, hepatite, toxoplasmose, poliomielite, etc.), hemorragia intraventricular, meningite, traumatismos, tumores, cistos, estenose do Aqueduto de Sylvius, etc.

Quais são os sinais e sintomas da hidrocefalia?

Os principais sinais e sintomas da hidrocefalia em crianças são:

  • Crescimento anormal do crânio.
  • Fontanela tensa.
  • Espaçamento anormal entre os ossos do crânio.
  • Couro cabeludo esticado.
  • Irritabilidade.
  • Acessos epiléticos.
  • Dores de cabeça.
  • Dificuldades de locomoção.
  • Perda de habilidades físicas.
  • Alterações de personalidade.
  • Vômitos.
  • Letargia.

Além disso, pode haver problemas de aprendizagem, de concentração, de raciocínio lógico, de memória, de coordenação, de organização, de localização no tempo e no espaço, de motivação, bem como puberdade precoce e dificuldades visuais.

Como o médico diagnostica a hidrocefalia?

É muito importante fazer-se o diagnóstico precoce da hidrocefalia, porque quanto mais cedo for iniciado o tratamento, menor a chance de serem deixadas sequelas. A ultrassonografia pode diagnosticar o problema com o bebê ainda no útero e também pode ser utilizada posteriormente. Outros exames de imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética, podem ajudar a delimitar a área afetada.

Como o médico trata a hidrocefalia?

Dependendo da causa da hidrocefalia, o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico. Algumas medicações podem fazer baixar a produção do LCR, porém nem sempre são capazes de produzir os efeitos almejados. A cirurgia consiste no implante de uma válvula que drena o excesso do LCR do sistema ventricular para outras cavidades do corpo (geralmente a cavidade abdominal). Outra técnica cirúrgica consiste em fazer-se um orifício no terceiro ventrículo e propiciar uma saída alternativa para o excesso do LCR. O neurocirurgião deve decidir, em cada caso específico, qual tratamento indicar.

Como prevenir a hidrocefalia?

Não há como prevenir a hidrocefalia, a não ser evitando, quando possível, as suas causas.

Como evolui a hidrocefalia?

Nas crianças menores de dois anos a hidrocefalia pode ocasionar crescimento anormal da cabeça.

É possível perceber ou palpar um aumento do espaçamento entre os ossos do crânio.

 

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 14/03/2017

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