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Broncoaspiração

Broncoaspiração

Broncoaspiração Broncoaspiração é definida como a aspiração de conteúdo gástrico ou corpo estranho na árvore traqueobrônquica, podendo causar traqueobronquite, pneumonite, infecções pulmonares e obstrução das vias aéreas por aspiração de material sólido.

A aspiração do conteúdo gástrico resulta em inflamação pulmonar. A gravidade da lesão dependerá do ph do conteúdo gástrico e da qualidade da obstrução alimentar. Grandes partículas causam obstrução e as pequenas provocam inflamação prolongada. A pneumonia se desenvolve em 50% dos pacientes que aspiram, sendo a mortalidade de 50%.

Aproximadamente 45% das pessoas normais broncoaspiram durante o sono ou a anestesia.

A manifestação clássica após a aspiração é a tosse paroxística, que é um mecanismo de defesa natural para eliminação do objeto aspirado. A obstrução pode ser parcial ou total à passagem de ar, dependendo da localização do corpo estranho, do tipo de corpo estranho aspirado e da idade do paciente. Após o quadro inicial, o paciente pode passar por um período assintomático ou com poucos sintomas, que pode variar de horas a dias, e depois voltar a apresentar os sintomas, dependendo da gravidade da obstrução.

Causas:

As causas de broncoaspiração são: trauma craniano, crise convulsiva, acidente vascular cerebral, traqueostomia, intubação endotraqueal, fístula traqueoesofágica, tumor de laringe, faringe ou esôfago, álcool, anestesia geral, sedativos, hérnia de hiato, doença do refluxo gastroesofágico,
acalasia, estenose esofágica, disfagia, gastrostomia, nutrição enteral.

Diagnóstico:

Não existem testes diagnósticos específicos para a broncoaspiração. O diagnóstico geralmente é baseado nos achados de hipoxemia, infiltrados pulmonares em regiões pulmonares dependentes da gravidade, depois febre e leucocitose. Alguns pacientes também podem apresentar tosse, ronco, cianose e estertores pulmonares.

Tratamento:

O tratamento inicial para a aspiração aguda depende do reconhecimento rápido da aspiração e do manejo da hipoxemia aguda e da broncoaspiração. Devem-se aspirar as vias aéreas superiores e administrar oxigênio suplementar por máscara ou cânula, além de intubação e suporte ventilatório mecânico nos casos mais graves. o tratamento com antibióticos em muitos pacientes com aspiração maciça é empírico, pelo menos no início. As recomendações para regimes antibióticos baseiam-se nos fatores de risco, se a aspiração aconteceu ou não na comunidade ou foi adquirida na internação hospitalar ou por patógenos mais agressivos nos pacientes da UTI.

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 14/03/2017

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