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Insulina


Autor: | Publicado em: 03/07/2018

Insulina

Passo a Passo no manuseio da Insulina

O objetivo da terapêutica com insulina é imitar, tanto quanto possível, o perfil fisiológico de sua secreção pancreática. Desta forma, múltiplas doses de insulina são necessárias em pacientes com diabetes tipo 1 e alguns com diabetes tipo 2, para otimizar o controle glicêmico, o qual tem sido demonstrado como condição essencial na prevenção das complicações crônicas da doença.


Vamos pontuar alguns aspectos práticos sobre aplicação de insulina:
- A conservação e o armazenamento das insulinas em frascos devem ser realizados conforme as recomendações do fabricante. Elas apresentam boa estabilidade e têm sua ação biológica preservada, por aproximadamente dois anos, desde que devidamente armazenadas.

- São sensíveis à luz e às variações extremas de temperatura. Geralmente, necessitam ser refrigeradas entre 2 a 8°C .

- O melhor local do refrigerador para armazenar a insulina é o mais longe possível do congelador ou das placas de resfriamento. A porta não é um local apropriado para o armazenamento, pois as temperaturas variam muito a cada abertura da porta.

- Para reduzir a irritação local, que pode ocorrer quando da administração de insulina gelada, é recomendável tirar o frasco da geladeira momentos antes do preparo ou manter a insulina em uso à temperatura ambiente.

- Insulinas abertas ou fechadas, em temperaturas entre 15 a 30C , podem ser usadas por um mês. Temperaturas menores que 2°C , maiores que 30°C , o congelamento e excesso de agitação do frasco contribuem para a perda da potência da insulina e alterações físicas, como, a formação de grumos e precipitação.

- Durante viagens, a insulina não deve ser transportada em recipientes contendo gelo. Ela pode ser mantida em temperatura ambiente, desde que protegida de temperaturas extremas e da luz e retornar à geladeira .

- As seringas devem ser próprias para a aplicação de insulina, ou seja, possuir escala numérica em unidades compatíveis com as insulinas de 30, 50 ou100UI.

- As agulhas devem ser selecionadas preferencialmente levando-se em conta o Índice de Massa Corpora (IMC = peso/altura2). Pessoas com IMC =25 devem usar agulhas de até 8mm de comprimento e as com IMC > 25, agulhas de 12,7 e 13 mm.

- A introdução de ar nos frascos durante o preparo da dose, na quantidade correspondente à dose de insulina a ser retirada do frasco, é imprescindível para evitar a formação de vácuo. A formação de vácuo dentro dos frascos dificulta a retirada correta da dose, impede o aproveitamento total da insulina contida no frasco e, no caso de misturas, provoca a aspiração da insulina Rápida ou Ultra-Rápida já contida na seringa, para dentro do frasco de NPH (motivo esse de descarte do frasco inteiro).

- Para misturar duas insulinas na mesma seringa, é necessário introduzir ar nos dois frascos, na quantidade correspondente à dose de insulina a ser retirada daquele frasco. Feito isso, retirar em primeiro lugar a insulina límpida e incolor (Rápida ou Ultra-Rápida) e em seguida aspirar a NPH, até a marca correspondente à soma das duas doses de insulina. Se houver erro, toda a dose preparada deve ser descartada.

-A mistura das insulinas NPH e Rápida pode ser usada imediatamente ou armazenada para uso futuro por até 30 dias. A mistura das insulinas NPH e Ultra-Rápida deve ser administrada imediatamente após o preparo.

-Não é recomendada a mistura em uma única seringa de insulina Rápida com Lenta e de insulina NPH com Lenta. A insulina Glargina não deve ser misturada a nenhum outro tipo de insulina devido ao baixo ph de seu diluente.

- As injeções de insulina devem ser feitas no tecido subcutâneo, que se situa abaixo da derme. A realização da prega cutânea antecedendo a punção deve ser realizada rotineiramente e não deve ser mantida durante a aplicação. A prega só se faz desnecessária com o uso de agulhas de 5mm de comprimento.

 - O ângulo de aplicação deve ser de 90°, com as agulhas adequadas. Em pessoas e crianças muito magras pode ser necessário aplicar a 45° para evitar que a injeção seja intramuscular, principalmente nas coxas. O procedimento de aspiração, para verificar o retorno de sangue, não é necessário com o uso de agulhas apropriadas.

- O rodízio nos locais de aplicação é necessário para a prevenção de lipodistrofia. É recomendável distanciar em aproximadamente dois centímetros a cada aplicação, variando nas regiões. A velocidade de absorção é maior no abdômen, seguido de braços, coxas e nádegas. Por isto, deve dá prioridade para administrar as insulinas Rápida e a Ultra-Rápida no abdômen e braço, e a NPH, Lenta e a Ultra-Lenta nas coxas e nádegas.

- Sabe-se que a grande maioria dos pacientes reaproveita suas seringas inúmeras vezes, seja por dificuldades econômicas ou porque os serviços de saúde não disponibilizam material em quantidade suficiente. Os fabricantes e a Vigilância de Saúde recomendam que o material seja descartado após um único uso, uma vez que a esterilidade do material usado não pode ser garantida. Nossa experiência tem mostrado que nem todos os que reutilizam as seringas e agulhas apresentam problemas. Se a prática de reutilização for implementada, alguns aspectos devem ser considerados na orientação:
• a técnica asséptica deve ser criteriosamente observada;
• a seringa deve ser descartada sempre que a agulha tocar em qualquer outra superfície que não a pele, perder a graduação ou a agulha se tornar rombuda;
• o lado externo da seringa deve ser mantido seco;
• nunca passar álcool ou ferver a agulha e a seringa;
• aspirar pequena quantidade de ar para evitar a obstrução da agulha;
• reencape com cuidado a agulha imediatamente após o uso;
• é importante que o acondicionamento esta seringa seja em recipiente exclusivo.
- Os pacientes que reaproveitam as seringas e agulhas devem ter as regiões de aplicação criteriosamente observadas quanto à presença de rubor, calor e edema, sob a supervisão do profissional. É necessário enfatizar que com a reutilização o risco de infecção é real, especialmente em pessoas desnutridas, na vigência de doenças e quando existe precariedade das condições higiênicas da pele.

- Hoje existem canetas e ponteiras para a administração da insulina, que além de terem um desing que desmistifica a seringa, o que auxilia na adesão a terapêutica, elas têm uma melhor precisão na quantidade de insulina administrada, tem marcas que o cliente pode aplicar com precisão 0,5UI, o que é impossível conseguir administrar este valor com as seringas.
Armazenamento e Transporte de Insulina
• Não expor a insulina ao Sol, e ao calor excessivo
• Não armazenar na porta da geladeira e nem congelar, deve ser colocada na parte inferior da geladeira , acima da gaveta de verduras.
• Não transportar com gelo.
• Em viagem, não colocar a insulina na bagagem, deve ser transportada na bolsa de mão.
• Não agitar violentamente o frasco de insulina
• Validade: 2 anos, refrigerada a 2°- 8°C ; e 30 dias na caneta ou no reservatório de insulina nas Bombas.
• Em temperatura ambiente 15-30ºC descartar após 30 dias
Cuidados nas Aplicações
• Administração c/ temperatura ambiente
• Não contaminar a seringa e agulha, se contaminar descartá-las
• Soltar a prega antes de retirar a agulha
• American Diabetes Association (ADA), 1999, passou a considerar a aspiração dispensáve

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