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Febre recorrente

Febre recorrente

Febre é definida periódica ou recorrente na presença de três ou mais episódios de febre de origem desconhecida que ocorrem em um período de seis meses e cujo início é pelo menos uma semana de diferença entre si. 

O diagnóstico, muitas vezes complexo, deve excluir uma causa infecciosa e uma doença onco-hematológica.

A história e o exame físico são essenciais para criar uma hipótese diagnóstica de febre periódica. A recorrência de episódios febris ao longo do ano, incluindo o período de verão, intervalos de bem-estar completo, febre associada a sintomas e sinais clínicos semelhantes, duração de episódios e intervalos semelhantes, resolução espontânea dos sintomas, sugeriria febre periódica. 

Os marcadores inflamatórios (VHS, RCP, SAA) e o número de leucócitos aumentam no período de febre e tendem a normalizar com resolução febril. A síndrome do FPAFA, a mais comum, caracteriza-se por episódios de febre, que ocorrem com menos de 5 anos de idade, são acompanhados por linfadenite cervical, faringite, aftas bucais; na fase febril, a criança mantém boas condições gerais. A terapia com esteróides tem se mostrado eficaz na resolução da febre, mesmo que tenha sido demonstrado que a ingestão regular de cortisona em qualquer início de febre pode levar ao encurtamento dos intervalos. 

No diagnóstico diferencial, a devida consideração deve ser dada à neutropenia cíclica que é uma doença genética (mutação do gene ELA-2) caracterizada por febre a cada 3-4 semanas (aparece com uma diminuição de neutrófilos), faringotonsilite e aftas maiores que as de PFAPA, e muitas vezes infecções bacterianas graves. 

Nesses casos, um hemograma completo realizado semanalmente por pelo menos quatro semanas pode ser útil para o diagnóstico correto. A PFAPA não requer mais investigações diagnósticas e o prognóstico é benigno com resolução espontânea dentro dos 10 anos de idade. 

Para as febres periódicas monogênicas que são FMF, TRAPS e MKD, a febre é acompanhada por um envolvimento sistêmico, como erupção cutânea, artrite, serosite. 

No período febril a criança tem um mal-estar geral. Etnia, idade de início da febre, duração da febre variam entre uma forma e outra. 

A fim de facilitar a identificação de uma febre monogênica periódica, um escore diagnóstico foi desenvolvido para prever o risco de um paciente pediátrico ter uma dessas formas.




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 16/08/2018

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