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Cefalosporinas

Cefalosporinas

As cefalosporinas constituem um dos grupos de antibióticos mais prescritos no nosso meio e têm a vantagem de ser agentes bactericidas e gerar poucos efeitos colaterais.

Foram isoladas de culturas de Cephalosporium acremonium de um esgoto na ilha italiana de Sardenha em 1948 pelo italiano Giuseppe Brotzu. Ele reparou que em cultura inibiam a Salmonella typhi (causadora da febre tifóide). O farmacêutico Eli Lilly lançou as primeiras cefalosporinas na década de 1960.

De maneira geral, são drogas bem toleradas pelo organismo mas devem ser usadas com cautela em pacientes penicilino-alérgicos e/ou com história de doença gastrintestinal.

As principais cefalosporinas são: cefalexina (Keflex®, Cefaporex®), cefalotina (Keflin®), cefadroxil (Cefamox®), cefoxitina (Mefoxin ®), cefuroxina (Zinacef®), ceftriaxona (Rocefin®), ceftazidima (Kefadim ®, Fortaz®), cefoperazona sódica (Cefobid®). 

As cefalosporinas formam um grupo de antibióticos beta-lactâmicos relacionados com as penicilinas, usados no tratamento de infecções bacterianas.

Indicações

  • Septicémia
  • Pneumonia, excepto se por espécies resistentes.
  • Infecções das vias biliares
  • Infecções do tracto urinário (ITUs).
  • Sinusite bacteriana.

Mecanismo de ação

Como todos os antibióticos beta-lactâmicos (e.g. penicilinas), as cefalosporinas interferem na síntese da parede celular de peptidoglicano via inibição de enzimas envolvidas no processo de transpeptidação.

Há resistência em algumas estirpes devido a disseminação de plasmídeos que codificam o gene da proteína beta-lactamase, que destroi o antibiótico antes que possa ter efeitos.

Efeitos adversos

  • Diarréia.
  • Reacções alérgicas, com erupções na pele.
  • Nefrotoxicidade.

Interações

Interações com o álcool: desacelera o metabolismo do álcool pelo corpo com consequente aumento dos níveis de acetaldeído. Tal aumento eventualmente provoca sintomas como nâusea, vômito, enrijecimento facial, dor de cabeça, dificuldade para respirar e dores no peito. Efeitos semelhantes ao do dissulfiram.

Membros do grupo

Primeira geração:

Efetiva contra algumas espécies de Staphylococcus e Streptococcus (não são a primeira escolha). Também eficazes contra Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis'. Mais ativas sobre bactérias Gram + do que as de 2ªgeração.

  • Cefazolina
  • Cefalotina
  • Cefapirina
  • Cefalexina
  • Cefradina
  • Cefadroxil

Segunda geração: 

Mais eficazes contra bactérias Gram-negativas, mais resistentes à beta-lactamase:


    • Cefamandol
    • Cefuroxima
    • Cefonicide
    • Ceforanide
    • Cefaclor
    • Cefprozil
    • Loracarbefe
    • Cefpodoxime
    • Cefotetam

Terceira geração

Muiito eficazes contra Gram-negativas e Gram-positivas e em infecções hospitalares.


    • Ceftriaxona
    • Cefotaxima
    • Ceftizoxima
    • Ceftazidima
    • Cefoperazona
    • Ceftibuteno
    • Cefixima
    • Cefatamet

Quarta geração:

Mesma actividade contra Gram-negativas, mas mais potentes para Gram-positivas do que os de terceira geração. Mais resistentes à degradação por beta-lactamase (mais eficazes contra estirpes parcialmente resistentes).


    • Cefepima
    • Cefpiroma

Quinta geração


    • Ceftobiprole

Postado por: | Publicado em: 03/07/2018

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