Sou Enfermagem

Bradisfígmico

Bradisfígmico

Os batimentos cardíacos são considerados baixos quando a frequência cardíaca é inferior a 60 batimentos por minuto, uma condição chamada bradicardia e que pode ter diversas causas.

Atletas e pessoas bem condicionadas fisicamente podem ter uma frequência cardíaca de repouso baixa, com apenas 50 batimentos por minuto ou ainda menos.Nesses casos, a bradicardia é considerada normal, pois o coração de quem pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, precisa de menos contrações.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem deixar os batimentos cardíacos baixos, tais como:

⇒ Arritmia cardíaca;

⇒ Hipotireoidismo;

⇒ Doença de Lyme;

⇒ Febre tifoide;

⇒ Hipotermia (temperatura corporal inferior a 35ºC);

⇒ Hipercalemia (excesso de potássio no sangue).

⇒ Uso de drogas ou alguns medicamentos.

A bradicardia pode causar tonturas, fraqueza e até desmaios, já que os batimentos cardíacos lentos podem não ser capazes de levar todo o sangue com oxigênio necessário para o corpo.

Para saber se os batimentos cardíacos estão baixos, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, já que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A bradicardia tende a desaparecer quando a causa é eliminada ou tratada. Se você é uma pessoa sedentária e a sua frequência cardíaca é baixa (inferior a 60 bpm), procure um médico clínico geral ou um médico de família para que a origem da bradicardia seja identificada e tratada.

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 03/07/2018

Gostou? Deixe seu comentário.