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Saiba tudo sobre a doença e a vacina do sarampo segundo o Ministério da Saúde

Saiba tudo sobre a doença e a vacina do sarampo segundo o Ministério da Saúde

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. 

Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.

O comportamento endêmico do sarampo varia, de um local para outro, e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.

Principais sinais e sintomas do sarampo

  • Febre alta, acima de 38,5°C;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Conjuntivite;
  • Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de koplik, que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas

 

Saiba mais sobre os sintomas do sarampo por período

Período de infecção: dura cerca de sete dias, onde surge a febre, acompanhada de tosse seca, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dia desse período, surgem as manchas vermelhas, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo: irritação na pele com manchas vermelhas, iniciando atrás da orelha (região retroauricular).

Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. A erupção na pele torna-se escurecida e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.

Período toxêmico: o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os dois anos de idade, em especial as desnutridas e adultos jovens.

A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento das erupções na pele, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações, sendo as mais simples: infecções respiratórias; otites; doenças diarreicas e neurológicas.

Transmissão do Sarampo

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, o elevado poder de contágio da doença. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.

O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

Prevenção do Sarampo

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia 18 de agosto o dia de mobilização nacional - o 'Dia D'. Nesta campanha as crianças devem ser levadas aos serviços de saúde mesmo que tenham sido vacinadas anteriormente.

As vacinas estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação do país de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Esquema vacinal do Sarampo

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).

Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente:duas doses da vacina tríplice

Adolescentes e adultos até 49 anos:

Pessoas de 10 a 29 anos  -  duas doses das vacina tríplice

Pessoas de 30 a 49 anos  - uma dose da vacina tríplice viral

Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

 

Não devem receber a vacina: Casos suspeitos de sarampo

Gestantes - devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.

Menores de 6 meses de idade

Imunocomprometidos

Tratamento do Sarampo

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração da vitamina A em crianças acometidas pela doença, a fim de reduzir a ocorrência de casos graves e fatais. O tratamento profilático com antibiótico é contraindicado.

Para os casos sem complicação, manter a hidratação, o suporte nutricional e diminuir a hipertermia. Muitas crianças necessitam de quatro a oito semanas para recuperar o estado nutricional que apresentavam antes do sarampo. Complicações como diarreia, pneumonia e otite média devem ser tratadas de acordo com normas e procedimentos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Profissional de saúde

Mesmo com a ocorrência de surtos de sarampo em alguns estados brasileiros, até o momento não existe evidência da transmissão autóctone e sustentada do vírus do sarampo no Brasil, ou seja, até o momento nenhum surto estadual ultrapassou o período de 12 meses, contundo o genótipo identificado é o D8 o mesmo que está circulando em outros países, inclusive na Venezuela e na região europeia.

É importante a sensibilidade dos profissionais de saúde em detectar oportunamente um caso suspeito de sarampo, bem como executar todas as ações de controle relacionado ao caso. A população deve estar em alerta para os sinais e sintomas (abaixo) que atende a definição de caso e procurar imediatamente o serviço de saúde.

Segue definição de um caso suspeito de sarampo e o fluxo de ações a partir deste caso.

Caso suspeito de sarampo: pessoa com febre e manchas avermelhadas, acompanhado de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e situação vacinal ou todo Indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias, ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.

Sarampo: Situação Epidemiológica

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado, principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.

 Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos decorrentes de pacientes vindos de outros países, sendo registrados neste período 1.310 casos da doença. O maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará.

 Nos surtos de sarampo ocorridos no Ceará e em Pernambuco entre 2013 e 2015, as ações de bloqueio realizadas pelo Ministério da Saúde - em conjunto com os estados e municípios - foram eficientes e resultaram na interrupção da transmissão da doença. Em 2017, casos de sarampo em venezuelanos que adentraram no estado de Roraima foram confirmados, ocasionando um surto da doença no estado, com ampliação de casos da doença para Manaus. O Ministério da Saúde permanece monitorando a situação do sarampo em todo o país, especialmente em Roraima e no Amazonas, e as medidas de controle e prevenção já estão sendo realizadas.

 O Programa Nacional de Imunizações estabelece a meta de 95% da cobertura vacinal de forma homogênea em todos os municípios. Para avaliar e monitorar essa cobertura, o Monitoramento Rápido de Cobertura (MRC) deve ser realizado de forma sistemática, com articulação entre as equipes de vigilância epidemiológica e imunizações, programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e da Estratégia de Saúde da Família (ESF).


Cobertura vacinal do sarampo no Brasil

A meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 84,9% na primeira dose (tríplice) e de 71,5% na segunda dose (tetra).


Unidade da Federação

Coberturas vacinais – Tríplice Viral


2015

2016

2017

Rondônia

109,00

109,79

99,81

Acre

84,21

75,71

75,26

Amazonas

95,42

83,56

80,36

Roraima

108,45

90,77

87,30

Pará

71,92

69,61

68,45

Amapá

89,02

97,36

75,87

Tocantins

94,70

91,89

85,27

Maranhão

90,47

80,01

78,88

Piauí

81,22

81,48

76,66

Ceará

110,83

119,76

119,26

Rio Grande do Norte

94,98

96,05

78,95

Paraíba

93,67

96,59

96,10

Pernambuco

97,81

112,65

99,76

Alagoas

98,67

102,24

101,95

Sergipe

91,99

92,09

84,49

Bahia

90,18

85,70

76,70

Minas Gerais

100,11

98,93

88,79

Espírito Santo

99,04

104,31

86,15

Rio de Janeiro

105,42

109,26

97,92

São Paulo

97,91

92,96

74,31

Paraná

99,44

91,87

86,29

Santa Catarina

103,42

98,97

85,08

Rio Grande do Sul

87,81

90,45

83,09

Mato Grosso do Sul

112,53

100,98

92,09

Mato Grosso

98,71

96,68

88,46

Goiás

94,83

85,93

84,34

Distrito Federal

67,58

131,75

81,09

Brasil

96,07

95,41

84,97

Unidade da Federação

Coberturas vacinais – Tetra Viral


2014

2015

2016

Rondônia

112,79

94,63

94,97

Acre

59,30

49,30

64,45

Amazonas

84,84

77,43

75,80

Roraima

89,83

92,53

83,64

Pará

57,71

37,78

62,39

Amapá

80,98

71,14

86,08

Tocantins

82,22

52,17

88,32

Maranhão

87,39

72,06

51,68

Piauí

61,99

48,23

65,66

Ceará

127,95

94,42

91,06

Rio Grande do Norte

91,87

79,93

54,28

Paraíba

77,44

57,99

61,22

Pernambuco

91,13

85,85

70,12

Alagoas

90,20

81,19

63,96

Sergipe

77,26

74,59

75,19

Bahia

88,80

73,66

59,46

Minas Gerais

78,40

66,03

91,82

Espírito Santo

98,45

85,88

81,52

Rio de Janeiro

96,72

90,55

73,79

São Paulo

98,07

94,64

80,97

Paraná

88,21

74,68

92,63

Santa Catarina

93,16

80,70

99,59

Rio Grande do Sul

81,82

59,93

87,12

Mato Grosso do Sul

103,64

70,74

94,94

Mato Grosso

99,51

76,73

85,98

Goiás

85,99

63,24

85,20

Distrito Federal

93,36

66,33

129,99

Brasil

90,19

77,37

79,04







Fonte: Ministério da Saúde





Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 23/07/2018

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