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Por que não havia sangue na camisa de Bolsonaro?

Por que não havia sangue na camisa de Bolsonaro?

O atual candidato à presidência Jair Bolsonaro foi atingido no abdômen enquanto fazia sua campanha eleitoral em Juiz de Fora, em Minas Gerais nesta quinta-feira (6). 

Mas a polêmica em torno desse atentado contra o candidato foi a ausência de sangue na faca e também na camisa.

Saiba que dependendo de onde foi a lesão no vaso e da localização, o líquido vai fluir para o local onde há menor resistência, onde há menos pressão. Quando o ferimento é no abdome, a musculatura da região abdominal gera resistência. Se o vaso atingido for, por exemplo, atrás do peritônio, onde estão a aorta e a veia cava, muitas vezes o sangramento vai ser interno e disperso pela cavidade abdominal. O sangue se espalha por dentro da barriga", explica Noronha Cavalcante. Muitas vezes o sangramento não extravasa pela ferida, o sangue vai dissecando por dentro dos músculos, gerando aumento do volume do membro’, afirma, o gastrocirurgião Marcos Belotto, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Sangramentos externos costumam ser pequenos em caso de ferimento a faca. Mas, internamente, a depender do tipo de artéria afetada pode ser fatal. "O risco maior é sangrar internamente sem, necessariamente, sair pelo orifício (de entrada da faca)", e quando o sangue começa a jorrar para fora do corpo, a situação é bem preocupante.’

A facada provocou uma perfuração no intestino grosso, três perfurações no intestino delgado e uma na veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino. As lesões foram reparadas em uma cirurgia de emergência. A operação foi feita na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e, nesta sexta-feira (7), ele foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo e perdeu cerca de 2,5 litros sangue, o que corresponde a 40% do sangue do corpo. Cerca de 10 cm do intestino grosso foi removido e foi realizada uma colostomia, alteração do trajeto das fezes para uma bolsa de coleta que fica acoplada no corpo.

O cirurgião Sérgio Nahas, diretor do Serviço de Cirurgia do Cólon e do Reto do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica a colostomia, neste caso, é feita para evitar contaminação e risco de infecção. “Ao ser perfurada, a barriga dele recebeu um banho de cocô com sangue”.

A previsão é que Jair Bolsonaro permaneça com a bolsa intestinal por até 90 dias.




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 09/09/2018

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