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O primeiro transplante de coração artificial no Brasil aconteceu no Hospital Sírio-Libanês

Brasileiro recebe o transplante da terceira geração do HeartMate3, aparelho aprovado em agosto do ano passado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana.

 Ele é considerado um avanço de tecnologia pelo seu mecanismo de funcionamento e também um salto de qualidade de vida para o paciente em relação aos modelos anteriores. 

Primeiro implante no Brasil

O primeiro implante do produto no Brasil foi feito no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, pelas mãos do cirurgião cardíaco Fábio Jatene, com acompanhamento da cardiologista clínica Juliana Giorgi e do médico holandês Jaap Lahpor, consultor da empresa Abbott, que desenvolveu o dispositivo. O paciente é um homem de 72 anos.

Os aparelhos conhecidos como corações artificiais têm a função de dar assistência ao ventrículo esquerdo, onde se inicia a aorta, artéria responsável por distribuir, a partir do coração, sangue oxigenado para o restante do organismo. Por isso, ajudam a garantir o bombeamento adequado do sangue em pacientes com insuficiência cardíaca. A doença é caracterizada pela incapacidade de o músculo cardíaco realizar esse bombeamento corretamente. Calcula-se que trinta mil brasileiros apresentem a condição.

O problema em relação ao transplante é que muitos não têm tempo para a espera ou apresentam contra-indicações, como idade superior a 65 anos, caso do primeiro brasileiro a receber o HeartMate3. Ser portador do HIV, ter câncer ou manifestar alguma condição que debilite seu sistema de defesa também são impeditivos. Nessas circunstâncias, o coração artificial é a saída. “No Brasil, usa-se pouco esse recurso”, lamenta Juliana. Uma das razões é o desconhecimento da tecnologia. O custo também é alto: cerca de R$ 700 mil. Mas a terapia é reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Associação Nacional de Saúde (ANS). Portanto, é coberta pelos convênios médicos. Ainda assim há menos de cinquenta brasileiros com corações artificiais.

 A cardiologista Juliana Giorgi está determinada a tornar o coração artificial mais conhecido e mais acessível no Brasil

Para viabilizar um aumento expressivo de implantes de HM3a médica está chamando todas as partes envolvidas para negociar: a indústria (que pode baixar sua margem de lucro), o governo (que precisa promover a saúde e pode reduzir impostos e taxas de importação) e as operadoras (que podem perder menos pacientes ao investir na cirurgia, em vez de ter gastos com internações recorrentes (que também têm custos altíssimos e muitas vezes não impedem a morte do cliente). Não é possível dizer se os valores são compatíveis, mas a perspectiva de morte é de fato substituída pela grande chance de vida longa, saudável e produtiva.

• O QUE É

Embora seja chamado de “coração artificial” para facilitar o entendimento da sua função, o HeartMate3 é na verdade um “dispositivo de assistência ventricular esquerda” – ou seja, ele não substitui o coração, mas o ajuda a bombear sangue adequadamente para o corpo.

• COMO FUNCIONA

O HeartMate3 Left Ventricular Assistent System assume a função que o ventrículo esquerdo já não consegue exercer nos pacientes com insuficiência cardíaca avançada. Ele garante o bombeamento do sangue para a aorta, que se inicia na base do ventrículo esquerdo e é a maior e principal artéria do corpo humano, responsável por distribuir sangue oxigenado do coração para todos os órgãos do organismo.

• COMO É IMPLANTADO

O aparelho é acoplado ao coração do paciente e fica conectado a um controle e a duas baterias externas por meio de um cabo que atravessa para o lado de fora do corpo na altura da barriga. Além de o equipamento ter dimensões bem menores do que o modelo anterior, o HM3 é implantado na altura do tórax, enquanto o modelo anterior exigia a abertura de um espaço no abdômen, onde ficava alojado. Esse mecanismo permitiu uma redução de até 4 horas no tempo de cirurgia.





Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 02/09/2018

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