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Enfermeiro relembra a importância sobre as precauções padrão no ambiente hospitalar


Autor: Raimundo Renato da Silva Neto Em: 14/06/2019

Enfermeiro relembra a importância sobre as precauções padrão no ambiente hospitalar

Todos os profissionais de enfermagem, que tem contato direito ou indireto com os pacientes no ambiente hospitalar, estão expostos a diversas doenças infectocontagiosas.

A transmissão dessas doenças podem correr pelo contato com sangue e outros líquidos corporais de pacientes que nem sempre possuem uma doença clinicamente manifesta.

Ao longo dos anos, as vias de disseminação de infecção hospitalar não mudaram, porém, novas situações tornaram seu controle mais problemático e com isso novas medidas de prevenção foram tomadas. 

Temos observado nestes últimos anos uma mudança no perfil e nas características dos hospitais. Os pacientes são comprometidos por doenças mais graves, medicações imunossupressoras são amplamente utilizadas, procedimentos invasivos são cada vez mais comuns, novas variedades de micro-organismos são responsáveis por infecções hospitalares, bactérias isoladas estão tornando-se mais resistentes às terapias antimicrobianas padrão, os pacientes estão agrupados em unidades especializadas, e um grande efetivo de profissionais de saúde está envolvido, nos cuidados diretos com o paciente.

Com vistas à redução dos acidentes, com material biológico, é importante à adesão às medidas preventivas, como as Precauções-Padrão (PP). As PP foram estabelecidas
pelos Centers for Disease Control and Prevention e adotadas mundialmente e têm, como intuito, proteger os profissionais da saúde, além de assegurar assistência segura ao paciente, prevenindo infecções na prestação de cuidados. Considerando que fatores comportamentais como a tomada de decisão para não usar o equipamento de proteção individual (EPI) ou baixa percepção do risco de exposição podem influenciar no cumprimento às Precauções-Padrão e trazer grandes riscos para os profissionais de enfermagem.

 A adoção de medidas de precaução na prática assistencial tem sido recomendada para o cuidado a todo e qualquer paciente independente do conhecimento de seu diagnóstico, ou seja, todo e qualquer paciente atendido deve ser considerado como potencialmente portador de uma doença infectocontagiosa transmissível pelo sangue e/ou fluidos corpóreos.

A implementação e adesão às precauções padrão constituem a estratégia primária para evitar a transmissão de micro-organismos entre pacientes e profissionais.

Precaução Padrão

Higienização das mãos, Luvas,Avental, Óculos, Máscara, Caixa pérfuro-cortante: Devem ser seguidas para TODOS OS PACIENTES,
independente da suspeita ou não de infecções.

Higienização das mãos: lave com água e sabonete ou friccione as mãos com álcool a 70% (se as mãos não estiverem visivelmente sujas) antes e após o contato com qualquer paciente, após a remoção das luvas e após o contato com sangue ou secreções.

Use luvas apenas quando houver risco de contato com sangue, secreções ou membranas mucosas. Calce-as imediatamente antes do contato com o paciente
e retire-as logo após o uso, higienizando as mãos em seguida.

Use óculos, máscara e/ou avental quando houver risco de contato de sangue ou secreções, para proteção da mucosa de olhos, boca, nariz, roupa e superfícies
corporais.

Descarte, em recipientes apropriados, seringas e agulhas, sem desconectá-las ou reencapá-las.

Existem precauções específicas para casa situação. Aqui falamos apenas da Precaução Padrão ( PP).

Referências

Associação Paulista de Epidemiologia e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde (APECIH). Precauções e Isolamento. 2ª. ed. São Paulo:
APECIH, 2012.
FERNANDES, A. T., FERNANDES, M. O. V., RIBEIRO FILHO, N. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. Rio de Janeiro: Atheneu, 2000.
OLIVEIRA, A. C. Infecções Hospitalares: Epidemiologia, Prevenção e Controle. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
RODRIGUES, E. Ap. C., RICHTMANN, R. IRAS: Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Orientações Práticas. São Paulo: SARVIER, 2008.

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