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Conheça os tipos de choque

Conheça os tipos de choque

O choque é uma síndrome caracterizada por insuficiência circulatória aguda com má distribuição generalizada do fluxo sanguíneo, que implica falência de oferta e/ou utilização do oxigênio nos tecidos.

Nem todos os danos teciduais advêm da hipóxia, mas podem decorrer da baixa oferta de nutrientes, reduzida depuração de substâncias tóxicas, maior afluxo de substâncias nocivas aos tecidos, ativação de mecanismos agressores e redução de defesas do hospedeiro.

Faz parte da via final comum em inúmeras doenças fatais, contribuindo, portanto, para milhões de mortes em todo o mundo. É fundamental o seu reconhecimento precoce para correção das disfunções por ele provocadas e sua causa de base, pois quanto mais precoce o tratamento, melhor o prognóstico para o doente.

Este trabalho tem como objetivo abordar os aspectos de relevância do assunto e, desta maneira, auxiliar o profissional de saúde (médico, médico-residente, estudantes de medicina, enfermeiros e técnicos de enfermagem) no atendimento de pacientes com choque no Pronto-Atendimento, conduzindo à padronização de normas e estabelecimento de condutas para melhor atendimento e tratamento desses pacientes.

Os estados de choque podem ser classificados em: hipovolêmico, obstrutivo, cardiogênico e distributivo.
Hipovolêmico: caracterizado por baixo volume intravascular ou baixo volume relativo à sua capacitância, o que determina hipovolemia absoluta ou relativa. O volume contido no compartimento intravascular é inadequado para perfusão tecidual. Há diminuição na pré-carga e
diminuição do débito cardíaco (DC). A resistência vascular sistêmica está tipicamente aumentada na tentativa de compensar a diminuição do DC e manter a perfusão nos órgãos vitais. Pode ser dividido em quatro classes com base na gravidade da perda volêmica.

Obstrutivo: ocorre em consequência de uma obstrução mecânica ao débito cardíaco, o que ocasiona hipoperfusão tecidual.
Causas comuns são: tamponamento cardíaco, tromboembolismo pulmonar e pneumotórax hipertensivo.

Cardiogênico: é consequência da falência primária da bomba cardíaca, que resulta na diminuição do débito cardíaco. Decorre de interferências sobre o inotropismo e/ou cronotropismo cardíacos. Causas: infarto do miocárdio, arritmias, miocardite, entre outras.

Distributivo: caracterizado por inadequação entre a demanda tecidual e a oferta de oxigênio por uma alteração no fluxo sanguíneo. Dessa forma, temos tecidos com fluxo sanguíneo elevado em relação à necessidade e outros com fluxo sanguíneo elevado em termos numéricos, mas insuficiente para atender às necessidades metabólicas, como ocorre no choque séptico, anafilaxia e choque neurogênico.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico do choque é eminentemente clínico, baseado em uma boa anamnese e exame físico. Para diagnóstico, avaliam-se sinais e sintomas de inadequação da perfusão tecidual. Hipotensão arterial pode estar presente, porém, não é fundamental no diagnóstico de choque. Em razão disso, deve ser dada atenção especial aos sinais de hipoperfusão tecidual (alteração do estado mental, alterações cardíacas como taquicardia e, principalmente, alterações renais, como
oligúria em pacientes sem insuficiência renal prévia). A história clínica deve ser direcionada à procura da etiologia. A avaliação laboratorial auxilia na avaliação da oferta de oxigênio e sua adequação para o metabolismo tecidual.

A apresentação clínica varia de acordo com o tipo de choque e sua causa. Alguns achados são comuns entre todos os tipos de choques (achados principais), enquanto alguns outros podem sugerir um tipo de choque em particular (achados sugestivos).


Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 03/05/2017

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