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Brasil tem epidemia de Sífilis

Brasil tem epidemia de Sífilis

Sífilis é o nome dado à infecção decorrente da bactéria Treponema pallidum. Ela invade o corpo em quatro fases. Cada etapa determina o quão dominado ele está pelos micro-organismos.

Em outubro de 2016, o Ministério da Saúde reconheceu que a situação estava fugindo do controle e decretou a epidemia.

Desde 2010, quando os hospitais passaram a ser obrigados a repassar seus dados sobre a doença para o ministério, foram notificados quase 228 mil novos casos; só entre 2014 e 2015 houve um aumento de 32% nos casos de sífilis entre adultos – e mais de 20% em mulheres grávidas. A maior parte dos casos está na região Sudeste (56%), a mais urbanizada e desenvolvida do País. Só para ter uma ideia do desastre, em 2015 tivemos 6,5 casos de bebês infectados a cada mil nascidos vivos; o valor é 13 vezes maior do que a Organização Mundial da Saúde considera aceitável.

E um dos alvos mais frágeis é um grupo que tem sofrido particularmente com epidemias recentes no Brasil: as grávidas. Assim como o zika, a sífilis não poupa os bebês. Se uma gestante está infectada, em qualquer fase da doença, a criança pode nascer com sífilis congênita. 59% das crianças nascidas de mães com sífilis também apresentaram sinais da bactéria. A condição pode ocasionar más formações neurológicas e ósseas, além do óbito – em 2015, 1,4% das crianças nascidas com sífilis congênita não sobreviveu. Não dá para dizer que é um número pequeno. Quando olhamos para o panorama geral, isso significa que, a cada 100 mil nascimentos, sete crianças não vivem nem um ano, por causa da bactéria.

Um meio de prevenção importante da doença é o tratamento do parceiro com quem a gestante teve relações sexuais, uma vez que ele se torna um novo foco de dispersão e pode reinfectar a mãe ao manter novas relações sexuais.

Tratamento

Penicilina benzatina para a maioria das infecções
Penicilina aquosa para a sífilis ocular ou neurossífilis

Tratamento dos parceiros sexuais

O tratamento de escolha em todos os estágios da sífilis, incluindo gestação, é feito com penicilina benzatina de liberação contínua (Bicillin L-A). A combinação de benzatina e penicilina procaína (Bicillin C-R) não deve ser usada.

Todos os contatos sexuais dentro dos últimos 3 meses (em sífilis primária) e dentro de 1 ano (em sífilis secundária) devem ser avaliados e tratados, se infectados.




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 15/09/2018

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