Sou Enfermagem

A Síndrome do Intestino Curto é a causa mais frequente de falência intestinal crônica

A Síndrome do Intestino Curto é a causa mais frequente de falência intestinal crônica

VOCÊ ALGUMA VEZ JÁ OUVIU FALAR DE SÍNDROME DE INTESTINO CURTO?

Considerada uma doença rara, essa Síndrome é a causa mais frequente de falência intestinal crônica. Ela costuma ser consequência da remoção cirúrgica do intestino, de defeitos congênitos ou de doenças associadas à má absorção de nutrientes. A perda de peso, dor abdominal e diarreias frequentes são alguns sintomas relacionados a essa síndrome.

Quando o intestino apresenta alguma inflamação como um tumor, por exemplo, é necessário remover parte do intestino onde o paciente acaba correndo um risco de contrair a Síndrome de Intestino curto, pois a função gastrointestinal é insuficiente para manter um bom estado de nutrição e hidratação.

A absorção da alimentação pelo intestino curto nunca é suficiente para as necessidades nutricionais. Os doentes podem comer apenas pequenas quantidades de alimentos e líquidos. Esses alimentos têm que ser especialmente preparados com refeições pequenas e os líquidos têm uma grande concentração de sal. Mas como o intestino é muito curto, os alimentos ingeridos não são absorvidos e com isso eles acabam sendo expulsos e dai sucedem as diarreias, distensão do abdômen e cólicas.

MAS COMO ESSES PACIENTES SÃO ALIMENTADOS?

Os nutrientes para essas pessoas que possuem a Síndrome do Intestino Curto tem que ser administrados através de uma veia. Esse tratamento chama-se Nutrição Parenteral e permite alimentar os doentes e mante-los vivos. Durante muitas horas, geralmente  durante a noite, uma bolsa com nutrientes especialmente preparada por farmacêuticos é administrada pela equipe de enfermagem e introduzida por uma veia através de um cateter.

A Nutrição Parenteral pode levar à doenças crônicas como osteoporose ou doenças do fígado, pois o doente passa grande parte do dia ligado a um sistema de alimentação sem poder deslocar-se.

Por outro lado, a presença de um cateter permanente na veia pode levar a infeções graves e a internamentos repetidos. Para minimizar as dificuldades e adequar o tratamento, os doentes sob Nutrição Parenteral domiciliar são acompanhados por uma equipe especializada com médicos, farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros. Com as condições adequadas podem estudar, trabalhar e conviver, mas com as limitações, os riscos e as complicações.

Uma nova esperança

O uso de teduglutido está trazendo uma nova esperança para pacientes que possuem essa síndrome, pois permite libertar os doentes da Nutrição Parenteral em um ou mais dias da semana dando-lhes mais liberdade e qualidade de vida. E parte dos doentes ficam inteiramente libertos da Nutrição Parenteral Domiciliar passando a ser mantidos apenas com a alimentação oral.

Estamos em uma nova e promissora era no tratamento de pessoas com essa síndrome, pois o impacto na vida dos doentes é imenso. Mudam de uma vida dependente, em que grande parte do tempo é passado em receber nutrientes através de um sistema de infusão venosa, para uma vida independente, com alimentação exclusivamente oral ou com Nutrição Parenteral apenas algumas poucas horas por semana.

As explicações são do professor Jorge Fonseca, médico gastroenterologista no Hospital Garcia de Orta, Portugal.




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 16/08/2018

Este site usa cookies para fornecer serviços e analisar tráfego. Ao usar o site, você concorda com o uso de cookies. Saiba mais. Entendi