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A Enfermagem tem alto índice de violência no trabalho

A Enfermagem tem alto índice de violência no trabalho

violência foi tema no CBCENFNa ocasição do 19º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem - CBCENF, a violência foi tema discutido em mesa redonda no dia 20 de outubro e revela que 70% dos profissionais de enfermagem sofrem algum tipo de violência no trabalho.

A violência é compreendida como um problema mundial de difícil enfrentamento, em razão de sua etiologia e multicausalidade; visto que nasce nas bases da sociedade, provocando sentimentos de insegurança em todos os seus espaços e encontra-se entre as três principais causas de mortalidade da população.

No âmbito do trabalho, os trabalhadores da saúde são os mais atingidos, destacando-se com um quarto de todos os casos de violência no trabalho. Esse grupo de trabalhadores mantém contato direto com o público durante o desenvolvimento de suas atividades laborais e, muitas vezes, trabalhem locais que favorecem a violência. Dentro deste contexto da realidade dos trabalhadores da saúde, o grupo de trabalhadores mais atingido pela violência é o da enfermagem, o que é explicado pelo seu contato muito próximo com os pacientes durante a realização do cuidado
de enfermagem.

Além disso, a precarização do trabalho vivenciado nos hospitais brasileiros dos grandes centros
urbanos, aliados ao acúmulo de empregos dos profissionais, quantidade insuficiente de pessoal, e situações de estresse experenciadas na assistência de enfermagem podem contribuir para uma assistência ineficaz, podendo resultar em atitudes violentas por parte dos pacientes e/ou acompanhantes contra a equipe. Esses fatores podem ainda facilitar atitudes violentas entre a própria equipe de enfermagem.

violência foi tema no CBCENFNo ambiente de trabalho da saúde, o trabalhador da enfermagem fica exposto a comportamentos violentos praticados por pessoas externas ou pelos colegas, tais como: agressão física, verbal, sexual, moral, competição entre colegas, roubo, discriminação e maus tratos. Todas as formas de violência são prejudiciais à saúde do trabalhador da enfermagem podendo ocasionar lesões físicas, psíquicas e morais.

Das diversas formas de violência, a verbal é uma das mais frequentes relatadas pelos trabalhadores da saúde, como demonstrado pelos estudos realizados no Brasil e em outros países. Ela afeta significativamente o emocional e o bem-estar dos trabalhadores da saúde e necessita,
assim como todas as outras formas de violência, de maior investigação para verificar os efeitos a longo prazo sobre o desempenho e moral desses trabalhadores.

Com o tema: "A violência no contexto da Enfermagem: da formação aos ambientes profissionais" em mesa redonda no 19º CBCENF, Regiane Pereira dos Santos, do Hospital Israelita Albert Einstein, afirmou que os hospitais não estão livres da presença da violência. Assim, faz-se necessário entender o mecanismo que transforma um ambiente terapêutico em um local de violência e degradação. A violência se manifesta de diferentes formas e acomete tanto os enfermeiros, médicos e os pacientes.
A coordenadora geral do estudo e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Maria Helena Machado, afirmou a violência psicológica, verbal e até física, faz parte do cotidiano de grande parte dos 2 milhões de profissionais. Apenas 29% se sentem protegidos em seu ambiente de trabalho.

“Na pesquisa realizada sobre o Perfil da Enfermagem vimos que muitos profissionais desistem da profissão devido à violência que sofrem, tanto por pacientes como por parte dos próprios companheiros. Isso tem que mudar, porque é a maior categoria das profissões da área da saúde”.

Fontes: Ascom Sou Enfermagem, COFEN,  

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 14/03/2017

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