Sou Enfermagem

Câncer de Testículo

Câncer de Testículo

 Câncer Por Dr. Carlos Motta

 É importante que se compreenda que com o diagnóstico precoce, o tratamento para o câncer de testículo tem altos índices de cura. A informação a seguir aborda as dúvidas mais frequentes sobre os tumores de testículo e tem por objetivo ser um suplemento à conversa com seu médico.

O que acontece normalmente?

Os testículos são estruturas com formato oval com consistência firme, levemente compressível. No topo e na borda externa se encontra outra estrutura tubular de consistência semelhante à da borracha. É o epidídimo, onde os espermatozoides amadurecem antes de serem ejetados do corpo. A consistência do testículo deve ser uniforme. Os testículos devem apresentar tamanhos aproximadamente iguais.

Quais são os sintomas de um tumor de testículo?

Até que se prove o contrário, qualquer nódulo ou área endurecida no testículo deve ser considerado um tumor em potencial. De todos os homens que são diagnosticados como portadores de câncer de testículo, a metade se queixou de aumento indolor (sem dor) do tamanho do testículo. 25 a 50% podem sentir dor. Também pode haver uma dor surda associada a um nódulo.

Infelizmente é comum que os homens demorem a procurar atendimento médico (cinco meses em media). Tendo em vista que o tumor pode se disseminar nesse período, é fundamental que se entre em contato com um urologista imediatamente após se notar um sintoma.

O urologista pode solicitar uma ultrassonografia, um procedimento radiológico simples e não invasivo, para qualquer nódulo testicular suspeito. Além disso, ele provavelmente vai pedir um exame de sangue para avaliar marcadores tumorais, proteínas produzidas pela maioria dos tumores malignos testiculares.

Quais são os estágios do câncer de testículo?

  • Estágio 1: O câncer está presente apenas no testículo.
  • Estágio 2: O câncer se disseminou para os linfonodos no abdômen
  • Estágio 3: O câncer se disseminou para além dos linfonodos do abdômen. Pode haver câncer em locais do corpo distantes dos testículos, como o fígado e os pulmões.

  Câncer

Os tumores suspeitos são tratados inicialmente pela remoção cirúrgica do testículo por uma incisão na região inguinal (na virilha). Em alguns casos, pode-se implantar uma prótese testicular nesse momento por motivos estéticos.Como se tratam os tumores de testículo?

O tratamento subsequente vai depender do tumor, já que os tumores de testículo são divididos pelo tipo celular, que determina tanto o seu comportamento biológico quanto a sua resposta ao tratamento. O tipo celular mais comum é o seminoma, um tumor que responde tanto a radioterapia quanto a quimioterapia. A radiação é utilizada frequentemente para tratar os seminomas em estágios iniciais.

Todos os outros tipos celulares são denominados tumores não-seminomatosos. As opções de tratamento para os tumores não seminomatosos incluem a observação, cirurgia ou quimioterapia, a depender do tipo celular e estágio (o quanto o tumor já se disseminou). O urologista se vale de uma variedade de instrumentos diagnósticos (como tomografias e radiografias de tórax, por exemplo) e dos marcadores tumorais para estadiar o câncer e decidir qual o melhor tratamento.

Pacientes com câncer de testículo mais avançado ou tumores mais agressivos podem necessitar da remoção cirúrgica de linfonodos no abdômen para que se possa determinar até onde o câncer já se espalhou. Se a doença estiver muito avançada, pode-se indicar a quimioterapia. Frequentemente é prescrito um “coquetel” ou combinação de duas ou três drogas – como cisplatina, bleomicina e etoposídeo – em ciclos de quatro ou três ciclos de três semanas. Por vezes é necessária a remoção cirúrgica de tumores residuais após o término da quimioterapia.

O que pode ser esperado após o tratamento de tumores de testículo?

A remoção de um testículo não deve reduzir a “potência” sexual do paciente ou, em geral, sua fertilidade. Eles podem apresentar uma redução transitória na produção de espermatozoides, mas a glândula remanescente deve produzir quantidades adequadas de testosterona.

Após a cirurgia para remover os linfonodos, a habilidade de ejacular de alguns pacientes pode ser debilitada, apesar deste problema ser incomum com as técnicas atuais que preservam nervos. Também existem medicações que ajudam a reverter os problemas de ejaculação. A maioria dos pacientes é capaz de ter uma ereção normal após a cirurgia.

Todavia, já que a ejaculação pode se tornar debilitada com a cirurgia e a quimioterapia pode reduzir o número de espermatozoides (o que costuma ser temporário), é aconselhável depositar material em um banco de esperma antes do início do tratamento. Uma vez que o paciente tenha apresentado um tumor de testículo, ele será acompanhado por pelo menos cinco anos com exames de imagem e de sangue periódicos. Além disso, como há risco de cerca de 2% de ter um segundo tumor, é importante que ele continue a realizar o autoexame mensal do testículo. O autoexame testicular é realizado com mais facilidade após um banho quente, quando a pele da bolsa escrotal está relaxada.

Perguntas Frequentes:

Os tumores do testículo são comuns?

Os tumores do testículo são muito incomuns. Aproximadamente três a cada 100.000 homens desenvolvem câncer de testículo a cada ano. Se por um lado esses números são baixos, por outro lado os tumores de testículo são o câncer mais comum nos homens entre 20 a 34 anos. O ciclista Lance Armstrong e o jogador de basquete brasileiro da NBA Nenê Hilário tiveram tumores de testículo e conseguiram se curar.

Há fatores de risco para o câncer de testículo?

O único fator de risco associado aos tumores de testículo é ter apresentado criptorquidia (testículo retido), um testículo que não migrou da cavidade abdominal para a bolsa escrotal ao nascimento. 5% a 10% dos pacientes que tiveram uma criptorquidia corrigida por cirurgia podem desenvolver o câncer de testículo. O autoexame é particularmente importante para esses homens já que o tumor pode ocorrer em qualquer um dos dois testículos.

Qual a taxa de cura para os tumores de testículo?

A boa notícia para os pacientes com câncer de testículo é que uma estratégia eficaz que emprega cirurgia, radioterapia e quimioterapia (sejam isoladas ou combinadas) leva a taxas de cura próximas a 100% para os casos iniciais, e mais de 85% para os tumores mais avançados.

Como eu faço o autoexame testicular?

O autoexame testicular mensal é a forma mais importante de detectar precocemente um tumor. O autoexame é feito com mais facilidade após um banho quente, quando a pele da bolsa escrotal estiver relaxada. Você deve procurar qualquer mudança na aparência e, então, examinar cuidadosamente cada testículo, deslizando-os entre os dedos das mãos procurando nódulos. Enquanto muitos nódulos são benignos, uma alta porcentagem de massas testiculares é cancerosa. É muito importante procurar um urologista para ter um diagnóstico correto.

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 14/03/2017

Gostou? Deixe seu comentário.

Relacionados

Propaganda