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Disfunção Erétil

Disfunção Erétil

Por Dr. Carlos Motta

A disfunção erétil (DE) é o termo médico que descreve a incapacidade de obter uma ereção ou de manter o pênis ereto por tempo suficiente para completar uma relação sexual. Essa doença é popularmente denominada impotência. É um dos problemas sexuais masculinos mais comuns e se torna mais frequente com a idade. Estima-se que entre 15 a 30 milhões de homens nos Estados Unidos sofram de DE, apesar de nem todos se angustiarem igualmente pelo problema. Já o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro (EVSB), publicado em 2006 evidenciou a prevalência de DE no Brasil em 45,1% (31,2% mínima, 12,2% moderada e 1,7% completa).

A maior parte dos homens tem dificuldades com suas ereções ocasionalmente. Em alguns homens, contudo, isso é um problema mais frequente, o que pode causar baixa autoestima, ansiedade, depressão e estresse. A DE pode afetar a qualidade de um casamento ou de um relacionamento íntimo. Felizmente há muitos tratamentos disponíveis, que são seguros e eficazes.

O que acontece em condições normais?

O mecanismo da ereção é um processo complexo que envolve impulsos cerebrais, níveis adequados de testosterona (o hormônio sexual masculino), condicionamento psicológico adequado e tecido vascular peniano saudável.

A maneira mais simples de descrever o processo da ereção é pensar em uma máquina de lavar. O botão de liga/desliga (o cérebro) inicia o processo; os fios da máquina (os nervos) levam o sinal elétrico à tubulação (os vasos sanguíneos), quando um sinal adequado chega, a válvula abre e permite que a água entre (os vasos arteriais levam o sangue para o pênis) e o dreno se fecha (as veias penianas se fecham). A água entra e enche o tanque (o pênis se enche de sangue e se torna ereto) e o ciclo de lavagem tem início (a atividade sexual). Ao final do ciclo de lavagem, o processo se reverte, o botão muda para a posição desliga (o cérebro aborta a ereção), a válvula se fecha (as artérias reduzem o fluxo sanguíneo) e o dreno se abre e esvazia a água do tanque (as veias se abrem e o sangue deixa o pênis que detumesce).

Como ocorrem as ereções?

Quando um homem não recebe estímulo sexual, seu pênis fica flácido (ou mole). Com o estímulo sexual, impulsos nervosos provocam a liberação de substâncias químicas que aumentam o fluxo sanguíneo peniano. O sangue flui em dois compartimentos do pênis compostos por tecido esponjoso (os corpos cavernosos). A musculatura lisa dos corpos cavernosos se relaxa, o que permite ao sangue entrar e permanecer nesses compartimentos. A pressão do sangue dentro desses compartimentos torna o pênis rígido, produzindo uma ereção.  Após o orgasmo, a sangue escoa pelas veias, esvaziando os corpos cavernosos e a ereção retrocede.

Quais os fatores de risco para a DE?

Os fatores de risco mais comuns para DE são:

  • Idade superior a 50 anos
  • Diabetes
  • Hipertensão arterial sistêmica
  • Hipercolesterolemia (colesterol elevado)
  • Tabagismo (o ato de fumar Tabaco)
  • Doença cardiovascular

Com o passar do tempo, essas doenças podem levar a degeneração dos vasos sanguíneos penianos, levando a restrição do fluxo sanguíneo arterial e a degeneração do tecido erétil, o que permite a drenagem de sangue pelas veias durante a ereção.

Níveis anormalmente baixos de testosterona circulante podem causar disfunção erétil, apesar de níveis reduzidos de testosterona serem encontrados apenas em uma minoria dos homens que sofrem de DE. Os sintomas de baixos níveis de testosterona podem incluir pouco desejo sexual, falta de energia, distúrbios do humor, perda de força muscular e depressão. Um simples exame de sangue pode determinar se a testosterona está reduzida. Os níveis baixos de testosterona podem ser repostos por várias vias (injeções, adesivos cutâneos, gel sublingual, comprimidos, implantes subdérmicos).

As opções feitas na vida podem resultar em degeneração do tecido erétil e desenvolvimento de DE. Tabagismo, alcoolismo e uso de drogas, principalmente se por períodos prolongados, comprometem os vasos sanguíneos do pênis. O sedentarismo também contribui para o desenvolvimento de disfunção erétil. A modificação desses fatores de risco pode contribuir para a saúde do paciente e curar casos de disfunção erétil leve.

Os pacientes portadores de câncer de próstata, bexiga, cólon ou reto tratados com cirurgia ou radioterapia têm risco elevado para desenvolver DE. As drogas utilizadas para tratar essas doenças também podem causar ou agravar a DE.

Outra causa de DE é a neuropatia periférica. Nessa doença, os nervos que inervam o pênis não conseguem enviar sinais coordenados ao pênis. A neuropatia periférica pode ser causada por diabetes, infecção pelo HIV, algumas medicações e outras doenças menos comuns.

O que causa a DE?

A DE pode ser consequente a fatores médicos, físicos ou psicológicos. Ela pode ser originada por uma combinação de fatores que podem incluir remédios, álcool ou drogas. As causas físicas e médicas de DE incluem basicamente três problemas:

  1. Quantidade insuficiente de sangue entra no pênis. Há muitas situações nas quais o fluxo sanguíneo peniano está reduzido, como doenças cardíacas, diabetes e tabagismo.
  2. O pênis não consegue acumular sangue durante a ereção. Um homem com esse problema (denominado vazamento venoso) não consegue manter a ereção, pois o sangue não permanece retido no pênis. Essa condição pode ocorrer em qualquer homem, independentemente da idade.
  3. Impulsos nervosos do cérebro ou medula vertebral não atingem o pênis. Algumas doenças, lesões ou cirurgias pélvicas podem danificar nervos penianos.

A atividade sexual requer que a mente e o corpo funcionem em conjunto. Problemas psicológicos, emocionais ou de relacionamento podem causar ou exacerbar a disfunção erétil. Esses problemas incluem, mas não estão limitados a:

  • Depressão
  • Conflitos de relacionamento
  • Estresse em casa ou no trabalho
  • Ansiedade pelo desempenho sexual

Muitas medicações podem ter efeitos colaterais que frequentemente incluem a disfunção erétil.  Drogas como a maconha, heroína, cocaína e álcool podem causar problemas sexuais.

Se sua disfunção erétil se deve a problemas hormonais, como testosterona reduzida ou diabetes, você pode ser encaminhado a um endocrinologista. Seu médico também pode encaminhá-lo a um psicólogo. Esse especialista trata causas psicológicas ou emocionais de DE. Mesmo que sua DE não seja causada por esses fatores, eles podem contribuir. A psicoterapia, individual ou em casal, pode ser útil quando combinada ao tratamento médico.

Quem contrai DE?

Estudos mostram que cerca da metade dos homens americanos com mais de 40 anos apresentam algum grau de DE. Houve o tempo em que os profissionais de saúde acreditavam que as causas principais de DE seriam psicológicas, como estresse e ansiedade. Estudos recentes evidenciam que a maior parte dos casos de disfunção erétil tem causa física. Apesar de a DE se tornar mais comum com o envelhecimento, envelhecer não é a causa do problema. Ainda que a função sexual sofra uma redução com a idade, muitos homens têm vida sexual ativa na terceira idade.

A DE pode ser um sinal precoce de uma doença mais grave, como doenças cardíacas, hipertensão arterial ou diabetes. O diagnóstico e tratamento das condições que causam disfunção erétil pode melhorar seu estado geral além de ajudar sua saúde sexual.

Como se diagnostica a disfunção erétil?

A disfunção erétil é diagnosticada por um urologista ou outro médico. Para a maioria dos pacientes o diagnostico requer uma anamneses (quando o médico colhe a história do paciente), um exame físico e alguns exames de sangue.

Anamnese é quando o médico faz perguntas sobre você e sua experiência com a disfunção erétil. O médico perguntará se você é portador de quaisquer outras doenças que possam contribuir para o quadro, como doenças endócrinas ou depressão. Provavelmente você será perguntado sobre sua vida sexual, o que pode ser muito pessoal, mas é necessário para entender a raiz do problema. O importante é não ficar envergonhado ao conversar com seu médico e estar aberto para decidir as melhores opções terapêuticas para você. Outras perguntas que seu médico pode perguntar:

  • Sua função sexual atual
  • Quando você começou a notar mudanças
  • Quaisquer problemas médicos ou sexuais prévios
  • Cirurgia ou lesão pélvica
  • Uso atual ou pregresso de medicações
  • Hábitos pessoais e estilo de vida (como tabagismo, etilismo, uso de drogas ilícitas, por exemplo).
  • Relacionamentos com parceiras atuais ou prévias

Exame Físico significa que o médico vai verificar sua saúde geral e seu estado físico.  Ele vai procurar sinais que sugiram problemas em seus sistemas nervoso, circulatório ou endócrino. Isso inclui a aferição de sua pressão arterial e examinar seu pênis e seus testículos. Também pode ser necessário fazer um toque retal para examinar a próstata. Esses testes não são dolorosos e podem fornecer informações valiosas. A maioria dos pacientes não necessita de muitos exames antes de iniciar o tratamento.

Quais exames serão pedidos e qual tratamento será prescrito também depende dos objetivos do paciente. Se a ereção for obtida com um tratamento simples, como a medicação oral, e o paciente estiver satisfeito, não serão necessários outros exames. Se a resposta ao tratamento inicial for inadequada ou caso o paciente esteja insatisfeito, então se pode progredir na investigação diagnóstica e no tratamento. Geralmente, na medida em que tratamentos mais invasivos são considerados, os exames se tornam mais complexos.

Quais são alguns tratamentos não cirúrgicos?

A primeira linha de tratamento para a disfunção erétil não complicada é o uso de medicações orais conhecidas como inibidores da phosphodiesterase-5 (PDE-5):

  • Citrato de sildenafil (Viagra®),
  • Vardenafil HCl (Levitra®),
  • Tadalafil (Cialis®)
  • Lodenafila (Helleva®)

Os homens portadores de disfunção erétil fazem uso dessas drogas antes da atividade sexual e elas ampliam os estímulos que são gerados durante o ato sexual, o que enrijece e prolonga a ereção. Essas medicações provocam o relaxamento da musculatura involuntária do pênis o que resulta em um fluxo sanguíneo aumentado e uma ereção mais rígida. Essas medicações são frequentemente eficazes, independentemente da raça ou idade do paciente, e quase 80% dos homens apresentam melhora do quadro clínico com o seu uso. Apesar de estudos indicarem que essas drogas podem ser tomadas por homens com problemas cardíacos, os homens que fazem uso de nitratos devem consultar um médico antes do uso dos inibidores da PDE-5 para compreender as possíveis interações ou efeitos em seus outros problemas de saúde.

Os efeitos colaterais dos inibidores da PDE-5 são geralmente leves e transitórios, e sua intensidade se reduz com o uso continuado. Os efeitos colaterais mais comuns são cefaleia (dor de cabeça), obstrução nasal, vermelhidão facial e dores musculares. Há casos raros em que o sildenafil causa borramento azul-esverdeado temporário da visão. O uso no longo prazo não traz riscos e os efeitos colaterais regridem à medida que os níveis dessas drogas no sangue se reduzem. É importante seguir as orientações da bula para conseguir os melhores resultados. Há estudos que revelam que 40% dos homens que não obtiveram um bom resultado com uso de sildenafil terão bons resultados após serem orientados sobre a forma correta de usar a medicação em questão.

Para os homens que não respondem às drogas orais, há outra opção, o alprostadil. Essa droga deve ser injetada no pênis. As taxas de sucesso em atingir uma ereção rígida o suficiente para o ato sexual chegam a 85% com a autoinjeção. Os efeitos colaterais mais comuns são dor em queimação no pênis e uma ereção prolongada (mais de 4 horas), que se denomina priapismo. O priapismo requer intervenção médica para reverter a ereção.

Para os homens que não podem ou não desejam fazer uso de medicamentos, pode-se utilizar um dispositivo (bomba) a vácuo. Esse mecanismo combina um cilindro plástico, ou tubo, que desliza sobre o pênis, e uma bomba que cria um vácuo de baixa pressão ao redor do tecido erétil, que resulta em uma ereção. Para manter a ereção após a remoção do cilindro plástico, aplica-se um anel de borracha na base do pênis. Caso bem orientados, 75% dos homens conseguem uma ereção funcional com um dispositivo a vácuo.

Alguns homens que têm degeneração grave do tecido peniano não respondem a nenhum dos tratamentos citados. Ainda que isso ocorra com uma minoria dos pacientes, são os pacientes com as formas mais graves de DE. A maioria dos homens que se fazem parte desse grupo são os diabéticos, pacientes que já apresentavam DE antes de serem submetidos à radioterapia ou cirurgia para câncer de próstata ou de bexiga e homens com deformidades penianas (denominadas doença de Peyronie). Para esses pacientes, o implante de uma prótese peniana vai criar uma ereção com taxas de satisfação em torno de 90%. O implante de uma prótese pode ser realizado em regime ambulatorial ou com um dia de internação. Os possíveis efeitos adversos incluem infecção da prótese ou falha mecânica do dispositivo.

O que são próteses penianas?

Próteses penianas são dispositivos implantados totalmente dentro do corpo. Esses dispositivos geram uma ereção artificial que permite ao seu portador manter relações sexuais. Nem a cirurgia para implantar a prótese ou o dispositivo em si vai interferir com a sensibilidade, orgasmos, ejaculação ou micção (o ato de urinar).

Quais são os diferentes tipos de próteses penianas?

Há dois compartimentos no pênis que são responsáveis pela ereção: os corpos cavernosos. Todas as próteses penianas possuem um par de cilindros que são implantados dentro desses compartimentos. As próteses mais simples consistem em apenas um par de cilindros flexíveis, geralmente feitos de silicone, que produzem algum grau de rigidez peniana permanente que permite ao homem ter relações sexuais. Esses dispositivos podem ser maleáveis ou infláveis. Uma prótese maleável pode ser dobrada para baixo, quando o homem deseja urinar, ou para cima, de forma a permitir a penetração. As próteses infláveis são dispositivos preenchidos por fluidos que podem ser inflados, provocando uma ereção. Dentre as próteses, são as infláveis que simulam melhor a sensação natural, já que elas permitem o controle da rigidez.

Os dispositivos infláveis possuem cilindros preenchidos por fluido que são implantados dentro das câmaras que produzem a ereção. Esses cilindros estão conectados a uma bomba que é implantada no escroto (a bolsa que contém os testículos). Quando essa bomba é acionada, provoca-se uma ereção.

Prótese inflável de três compartimentos

 

O que está envolvido em um implante de próteses penianas?

As próteses penianas são implantadas com uso de anestesia. É necessária uma incisão cuja localização varia de acordo com a preferência do cirurgião. Nenhum tecido é removido, a perda de sangue é pequena e quase nunca é necessário recorrer a transfusões sanguíneas. Geralmente o paciente permanece hospitalizado por uma noite.

A maioria dos homens sente dor por quatro semanas após um implante de prótese peniana. Inicialmente é necessário usar analgésicos e é proibido dirigir. Se o paciente limitar a atividade física enquanto houver dor, geralmente a recuperação é mais rápida. Em geral, os homens podem retornar às atividades sexuais um mês após a cirurgia. Esse retorno pode, todavia, ser retardado em até mais um mês caso ainda haja dor.

Quais são as complicações da cirurgia para implantar uma prótese peniana?

A infecção ocorre em 1 a 3% dos casos. Essa é uma complicação importante, pois, para eliminar a infecção, quase sempre é necessária a remoção da prótese. Em 1 a 3% dos casos pode haver extrusão, quando uma parte da prótese atinge o exterior do corpo. A extrusão também costuma levar à remoção da prótese.

Falhas mecânicas são mais frequentes em próteses infláveis que nas maleáveis. O fluido presente na prótese inflável pode vazar no corpo. Como esse fluido costuma ser soro fisiológico, o corpo costuma absorvê-lo sem maiores consequências para a saúde do paciente. Após a falha mecânica, é necessária outra cirurgia para trocar a prótese. As próteses infláveis atuais de três compartimentos apresentam risco de falha mecânica de 10 a 15% nos primeiros cinco anos após o implante.

Quais são as opções cirúrgicas menos utilizadas?

Revascularização arterial peniana: Esse procedimento tem como objetivo redirecionar o sangue para manter o fluxo sanguíneo em vaso lesionado ou obstruído. É indicado apenas para homens jovens (com menos de 45 anos) sem fatores de risco para aterosclerose. Esse objetivo visa corrigir lesões vasculares na base do pênis causadas por eventos adversos como trauma fechado ou fratura pélvica. Quando um desses eventos resulta em um vaso peniano muito lesionado de forma que o fluxo sanguíneo esteja muito reduzido, o cirurgião pode conectar uma artéria após a obstrução, de forma que sangue suficiente para uma ereção seja fornecido ao pênis.

Ligadura venosa: Esse procedimento obstrui vasos sanguíneos que estejam provocando fuga venosa que, por sua vez, reduz a rigidez peniana. Já que a oclusão venosa, necessária para que haja rigidez suficiente, depende de fluxo arterial e relaxamento do tecido peniano, essa cirurgia obstrui as veias que provocam o esvaziamento peniano de forma que comece a haver sangue suficiente no pênis para uma ereção adequada.  Já que a taxa de sucesso no longo prazo é inferior a 50%, raramente se usa essa técnica cirúrgica.

Na verdade você não será candidato para nenhuma das duas cirurgias vasculares penianas caso você seja portador de diabetes ou alguma forma de doença aterosclerótica, ou caso você fume ou tenha colesterol elevado no sangue. Essas cirurgias não terão sucesso se houver lesão em seus nervos ou lesões vasculares difusas. Se você for um candidato apesar dessas ressalvas, saiba que esses procedimentos podem ser considerados experimentais por alguns urologistas e talvez sejam realizados apenas em hospitais universitários ou voltados à pesquisa.

O que pode acontecer após o tratamento para disfunção erétil (DE)?

A maioria dos tratamentos usuais para disfunção erétil tem registros excelentes por serem tantos eficazes quanto seguros. Mas quando fizer a escolha do seu tratamento, discuta as possíveis complicações de cada alternativa com seu médico.

As vantagens do implante de uma prótese peniana, por exemplo, são que geralmente não se afeta a micção (o ato de urinar), a libido, os orgasmos ou a ejaculação. Mas em raras ocasiões esses dispositivos podem causar dor ou reduzir a sensibilidade peniana. Enquanto injeções podem iniciar ereções dentro de 15 minutos, elas também podem causar ereções dolorosas ou prolongadas, além de causar fibrose dos corpos cavernosos.

Um dispositivo a vácuo leva entre um a três minutos para provocar uma ereção, sem efeitos colaterais graves se usado corretamente. O uso desse aparelho deve ser, todavia limitado a 30 minutos.

Sildenafil, tadalafil, vardenafil e lodenafila têm eficácia de quase 80%. Mas ocasionalmente causam cefaleia, rubor facial, coriza, náuseas ou dores musculares. Você não pode fazer uso dessas drogas se estiver em uso de nitroglicerina ou alguma droga semelhante.

O que pode ser esperado após o tratamento?

Todos os tratamentos, com exceção do implante de prótese peniana, são temporários e devem ser utilizados sob demanda. Os tratamentos compensam, mas não corrigem o defeito peniano básico. É importante manter o acompanhamento com seu urologista e informá-lo do resultado do tratamento. Se seus objetivos não foram atingidos, se sua ereção não está suficientemente rígida ou a duração não é suficiente, você deve explorar as alternativas com seu médico. Além disso, como os tratamentos não corrigem a causa da disfunção erétil, sua resposta aos medicamentos pode piorar com o tempo. Se isso ocorrer, converse com seu médico sobre alternativas.

Perguntas frequentes

A idade influencia na impotência?

Sim. As informações disponíveis sugerem que, apesar de não ser uma parte inevitável do envelhecimento, o risco de disfunção erétil aumenta com a idade. Alguns especialistas sugerem que o problema possa ser ainda mais frequente, uma vez que os homens ainda se sentem inibidos em discutir esse assunto. A boa notícia, contudo, é que a DE tem tratamento em todas as faixas etárias.

O que eu devo lembrar sobre a disfunção erétil?

Também denominada impotência, a disfunção erétil é a incapacidade consistente de obter e manter uma ereção. É um problema comum, afetando mais de 50% dos homens entre 40 e 70 anos. Felizmente há diversos tratamentos eficazes para a DE: drogas orais, bomba de vácuo, medicações injetáveis, psicoterapia e cirurgia.

Como eu posso saber se minha disfunção erétil é psicológica?

Isso não pode ser estabelecido com certeza. É impossível provar que não há um componente psicológico em um paciente com disfunção erétil. Muitos anos atrás, pensava-se que a maioria dos homens com disfunção erétil tinha problemas psicológicos. Nós agora percebemos que a maioria dos pacientes tem uma causa física e que a causa da DE é frequentemente uma combinação de fatores físicos e psicológicos.

Se eu me preocupar com minha incapacidade de ter uma ereção, eu posso piorar a minha situação?

Nada acontece em seu corpo sem o cérebro. Preocupar-se com sua capacidade de ter ereções pode por si só interferir com o processo da ereção. Essa situação se denomina ansiedade de desempenho e pode ser superada com tratamento e orientação.

Eu posso combinar tratamentos?

Isso pode ser feito, mas pelo risco de ereções prolongadas (priapismo), deve ser feito sob supervisão médica. Pergunte ao seu médico.

Eu estava bem até começar a tomar essa nova droga. O que eu devo fazer?

Muitas drogas podem causar disfunção erétil, mas algumas não podem ser trocadas, pois os benefícios superam os efeitos colaterais. Se você suspeita que uma determinada droga causou o problema, discuta com seu médico a possibilidade de trocar a medicação. Se você necessita manter o uso da medicação em questão, as opções terapêuticas citadas nesse texto ainda podem ser utilizadas na maioria dos casos. UrologyHealth.org Glossary

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 14/03/2017

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