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Técnica do Cateterismo Vesical de Demora


Autor: Sou Enfermagem | Publicado em: 25/07/2018

Técnica do Cateterismo Vesical de Demora

O cateterismo urinário é utilizado em pacientes com dificuldades ou incapacidade de urinar e consiste na introdução de uma sonda na bexiga para remover o urina.


A introdução de instrumentos na uretra para remover a urina remonta a tempo.

Os registros iniciais dessa prática são encontrados entre os egípcios; naquele momento, oco tubos feitos de cobre e laca foram usados. Mais tarde, os gregos, romanos e Chinês usou equipamento similar. Foi somente no século X, no entanto, que os registros das primeiras sondas uretrais flexíveis, feitas de couro animal. Avanços no confecção de cateteres urinários só pode ser observada no século XIX, como resultado de o tratamento da borracha e as técnicas inovadoras da urologia francesa.
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O processo de inserção do cateter vesical deve ser estéril ou limpo, de acordo com sua tempo de permanência. Riscos de Trauma e Infecção do Trato Urinário (ITU) sempre existem. 

Na cateterização urinária intermitente, os cateteres são retirados logo após o esvaziamento a bexiga, o que implica menores taxas de ITU. No atraso da cateterização urinária, os riscos de UTI são mais significativos. A ITU provoca atraso no uso de cateteres urinários
intimamente relacionado com o tempo de permanência e o crescente número de pacientes
cateter Implica repercussões econômicas, seqüelas e imensuráveis
danos à população.

Os traumas que a inserção do cateter causa geralmente não são diagnosticados, resultando em lesões e formas falsas, que podem ou não vir com sangramento uretral e trato urinário infecção; eles provocam manifestações dolorosas devido ao atrito do mal lubrificado cateter contra a mucosa uretral e / ou as manobras agressivas decorrentes da a força aplicada para inseri-lo Traumas são comuns em pacientes do sexo masculino e atualmente sendo considerada como a principal causa de estenose da uretra.
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Na cateterização urinária, o enfermeiro é responsável por realizar, treinar e supervisionar as práticas em cateterismo e a manutenção urinária.


TÉCNICA DO CATETERISMO VESICAL DE DEMORA
 
                    Objetivos da técnica: promover o esvaziamento da bexiga, monitorizar débito urinário, preparar para cirurgias, realizar irrigação vesical, proporcionar continência urinária adaptada ao cateter visando diminuir o contato da urina com lesões de pele.
 

Materiais necessaries

 
 

Justificativa

01 Pacote estéril de cateterismo vesical (01 cuba rim, 01 pinça Pean, 01 pacote de gaze em uma cuba redonda pequena);
Uso do pacote operacionaliza o trabalho da enfermagem e pode reduzir o risco de contaminação durante a realização da técnica
01 Campo fenestrado estéril com fenda
O campo fenestrado aumenta a área estéril de trabalho durante a técnica, apesar de ser opcional
em alguns serviços.
01 Cateter uretral (tipo Foley/duas vias) (usualmente de 12Fr a 16Fr);
Selecionar o menor calibre capaz de proporcionar uma drenagem de urina adequada e minimizar as lesões uretrais.
O uso do cateter de silicone é indicado por alguns pesquisadores, para reduzir o risco de incrustações e obstruções do cateter.
  01 Bolsa coletora
A bolsa deve ter uma extensão de cumprimento suficiente para permitir a mobilidade, não proporcionar tensão no cateter e consequente lesão uretral(9,15,16). São recomendados alguns itens na bolsa coletora para facilitar o cuidado e reduzir o risco de infecção: válvula antirrefluxo, câmara de gotejamento e via de aspiração para coleta de
Exame.
  01 Frasco com solução antisséptica  
aquosa tópica.
Os antissépticos mais utilizados nas instituições brasileiras são a Clorexidina 2% e PVPI tópico 10% (9, 16). A Clorexidina é mais indicada para indivíduos alérgicos ao iodo, se o indivíduo desconhecer alergias questionar sobre alergias a frutos do mar (16). A solução aquosa é indicada para o uso em
mucosas.
01 Agulha calibrosa.
Para aspiração da água destilada que preencherá o
balonete.
01 Seringa de 20 ml com bico luer slip.
Este bico é indicado para o encaixe no cateter para
testar e preencher o balonete.
Gel anestésico estéril (01 Seringa pré- enchidas para procedimentos urológicos ou 01 Tubo de gel anestésico estéril com 01 Seringa de 20 ml).
Indicada a seringa pré-enchidas, descartável após cada procedimento, proporcionando a praticidade e diminuindo o risco de contaminação da técnica(9,14, 16). O reaproveitamento do tubo de gel anestésico
estéril não é indicado, devendo ser aberto um novo tubo a cada procedimento.
01 Ampola de 10 ml de água destilada.
O soro fisiológico e ar não são indicados para o preenchimento  do  balonete,  pois  o  ar  pode  ser
esvaziado   espontaneamente  e  o   soro  fisiológico pode cristalizar e dificultar a deflação do balonete(9,
13).
Alguns países possuem também a seringa pré- enchida com água destilada.


02 Gazes ou bolas de algodão (sendo
uma com álcool 70%).
Utilizadas para a desinfecção e abertura da ampola
de água destilada.
01 Par de luvas de procedimento estéril.
Indicadas para manter a técnica asséptica.
01 Adesivo ou fita hipoalergênicos.
Para fixação do cateter e prevenção de lesões de
pele em indivíduos alérgicos.
01 Etiqueta de identificação da bolsa
coletora ou caneta retroprojetora.
Para identificar a bolsa coletora.
Biombos.
Para manter a privacidade do indivíduo(13-15).
01 Toalha ou tecido impermeável
Para proteger a cama, evitando molhá-la durante o
Procedimento.
 
Descrição da Técnica
 
Justificativas e Comentários
1. Revisar os registros do paciente buscando a indicação do procedimento, alterações geniturinárias, intercorrências
e alergias;
Assegurar que a intervenção correta está sendo realizada, excluir possíveis alergias (látex, iodo e esparadrapo) e complicações em procedimentos
Anteriores.
2.    Explicar     o    procedimento    e     a
finalidade do mesmo ao paciente;
Manter    o    direito    do    paciente    à    orientação,
consentimento e a cooperação do mesmo.
3. Encaminhar o paciente para higienização íntima prévia, caso o paciente esteja acamado o profissional deve realizar a higienização;
Reduzir a microbiota e o risco de infecção (13,14,16). Antes   da   realização    do   CVD   é    amplamente recomendada a higienização da genitália(9,11,13,17). Pacientes independentes podem ser encaminhados para    realizarem     a    auto-higienização,     já    nos pacientes dependentes a higienização deve ser
realizada pela equipe de enfermagem.
4. Realizar higienização das mãos;
Reduzir a microbiota e o risco de infecção.
5. Reunir todo o material na bandeja e
colocar sobre a mesa de cabeceira;
Promover a organização e o uso eficiente do
tempo..
6. Proteger a unidade do paciente com
biombos;
Manter privacidade e dignidade do paciente
7. Posicionar o (a) paciente em decúbito dorsal;
Masculino:     afastar    ligeiramente     as pernas;
Feminino: posição ginecológica
Facilitar o acesso à genitália e a realização do procedimento.
8     Colocar    uma    toalha    ou    tecido
impermeável    abaixo    das   nádegas    e coxas do paciente.
Evitar molhar a cama.
9. Utilizando técnica asséptica abrir o pacote de cateterismo entre as pernas do
paciente, próximo à genitália;
Oferecer acesso fácil aos materiais durante a realização da técnica
10. Umedecer as gazes/bolas de algodão
da      cuba    redonda,         com solução antisséptica, desprezando o primeiro
jato no lixo;

Iniciar com esse passo evitando que os outros
materiais impeçam o acesso à cuba redonda para colocar a solução antisséptica.
11. Abrir a embalagem externa do cateter uretral (mantê-lo dentro embalagem plástica) da seringa, da agulha, da bolsa coletora, do campo fenestrado e da seringa com gel anestésico estéril ou 01 seringa de 20 ml, colocando-os no campo do pacote
de cateterismo;
Abrir a embalagem externa do cateter uretral e mantê-lo dentro embalagem plástica, assim protege o cateter caso o mesmo encoste em algo fora do campo estéril.
Organizar e oferecer fácil acesso aos materiais para a realização da técnica.
12. Abrir o pacote de luvas estéril e
calçá-las;
Facilitar o manuseio do material estéril sem
contaminá-los e evitar a infecção cruzada.
13. Conectar a agulha à seringa, solicitar ao auxiliar que desinfecte e abra a ampola de água destilada e posicione-a para aspiração do conteúdo. Retirar o ar da seringa, desconectar a agulha e
conectar a seringa à via do balonete do cateter (válvula de inflação);
Afastar-se do campo para retirar o ar da seringa, evitando molhar o campo.
14. Efetuar o teste do balonete do cateter injetando volume de água destilada indicado pelo fabricante. Após realizar o teste, esvaziar o balonete e manter a seringa conectada ao cateter;
O teste prévio do balonete é recomendado para confirmar sua integridade, evitando o deslocamento, saída acidental do cateter e nova cateterização(15).
Volumes altos de água para insuflar o balonete devem ser evitados, pois podem impedir o total esvaziamento da bexiga, mantendo urina residual e propiciando a proliferação de microorganismos e a aumentando probabilidade de infecção.
15. Caso não tenha disponibilidade de seringa pré-enchida com gel anestésico estéril, solicitar ao auxiliar que abra o tubo de gel anestésico (com a agulha utilizada para aspirar a água). Em seguida, retirar o êmbolo da seringa de 20 ml e solicitar ao auxiliar que despeje o gel dentro da mesma. Após, recolocar
o êmbolo da seringa e retirar o ar;
Desconsiderar esse passo se tiver disponível a seringa de gel pré-enchida, caso contrário, afastar- se do campo para retirar o ar da seringa, evitando molhar o campo.
16. Posicionar o campo fenestrado com a fenda para baixo sobre o períneo do paciente, expondo a genitália;
O campo fenestrado aumenta a área estéril de trabalho durante a técnica(9). A fenda para baixo
facilita a retirada do campo após o término do procedimento.
17. Expor o meato uretral com a não mão dominante. Esta mão deve ficar
expondo   a   região   até   o   término da inserção do cateter;
Masculino: segurar o pênis posicionando-o perpendicularmente e retrair o prepúcio;
Feminino: Com o dedo indicador e polegar abrir os pequenos lábios;
Facilitar a visualização do meato uretral e evitar o potencial de contaminação do cateter durante a
Inserção.
Considerar contaminada a mão não dominante que está expondo o meato.
18. Usando uma pinça estéril na mão dominante, pegar uma gaze umedecida com solução antisséptica e proceder a antissepsia do meato uretral;
Masculino:    em    movimento    único    e circular na uretra, repita o mesmo movimento agora até a base da glande, depois    o    mesmo    até    o    prepúcio.
Trocando a gaze em cada movimento Feminino: com movimento circular no meato, deslizando sempre no sentido ântero-posterior. Repetir o movimento realizando a antissepsia do meato uretral deslizando pelo pequeno lábio direito com a segunda gaze e, em seguida, deslizando pelo pequeno lábio esquerdo com a terceira gaze.
Iniciar a antissepsia sempre partindo da área menos contaminada para a mais contaminada, visando reduzir o número de microorganismos, e evitar trazê-los ao meato uretral.
Ressalta-se que a antissepsia não substitui a higienização da genitália pré-cateterização(9,18,19).

19. Após a antissepsia, desprezar a
pinça;
Fixar a pinça na borda inferior do campo ou em um
local para itens contaminados
20. Pegar a seringa com gel anestésico estéril;
Masculino:     injetar     lentamente    pelo meato uretral, cerca de 5 a 10ml de gel; Feminino: injetar diretamente no meato uretral     ou    lubrificar     o     cateter    e acomodá-lo sob uma gaze dentro da cuba rim ou;
Para potencializar o efeito anestésico do gel é recomendado esperar de 3 a 5 minutos para a inserção do cateter.
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O gel anestésico lubrifica e facilita a introdução do cateter pelo meato uretral e minimiza o desconforto do procedimento.
21. Introduzir o cateter;
Masculino: Mantendo o pênis posicionado em 90°, introduzir o cateter pelo meato uretral, até a bifurcação do mesmo;
Feminino: introduzir o cateter pelo meato uretral, cerca de 5,0 cm após a urina fluir.
Retirar o cateter da embalagem plástica.
A posição masculina de 90° retifica a curvatura da uretra e minimiza o risco de trauma.
Introduzir o cateter até a sua bifurcação no homem e mais cerca 5,0cm após a urina fluir na mulher, assegura a seu posicionamento na bexiga e reduz o risco de insuflar o balonete no meato uretral.
22. Injetar a água destilada que está na seringa na via do balonete;
Injetar o volume indicado pelo fabricante. O soro fisiológico e ar não são indicados para o preenchimento do balonete, pois o ar pode ser esvaziado espontaneamente e o soro fisiológico pode cristalizar e dificultar a deflação do balonete.
23. Tracionar o cateter delicadamente
até obter resistência;
Posicionar o balonete na base da bexiga e garantir a
drenagem da urina.
24. Masculino: Reposicionar o prepúcio
Evitar a retração e constrição do prepúcio na base da glande e prevenir a parafimose.
25. Fixar o cateter com a fita hipoalergênica, deixando uma folga, permitindo livre movimentação dos membros inferiores;
Masculino: fixar na região supra-púbica ou na face anterior da coxa;
Feminino: fixar na região da face interna da coxa;
A ficção correta impede a tração do cateter e minimiza o risco de traumas uretrais e no colo vesical
26. Colocar a bolsa coletora na parte inferior da cama do mesmo lado em que foi fixado o cateter, abaixo do nível da
bexiga;
Garantir a drenagem por gravidade. Evitar a tração do cateter e o refluxo de urina.
27. Observar o volume drenado e as
características da urina;
Monitorar a drenagem adequada de urina.
28. Recolher o material usado e colocá-
lo na bandeja;
Manter o ambiente organizado.
29. Identificar a bolsa coletora com data, hora, nº do cateter utilizado, volume injetado no balonete, nome do executor
da técnica;
Promover a segurança do paciente.
30.  Reposicionar confortavelmente a paciente e certificar-se que a pele e a
cama do paciente estão secos;
Evitar lesões de pele, restaurar o conforto e a segurança.
31.    Encaminhar    o   material    para    o
desprezo adequado;
Evitar a contaminação do meio ambiente
32. Higienizar as mãos;
Reduzir risco de infecções.
33. Realizar a anotação de enfermagem.
Anotar a indicação da cateterização, data e hora do procedimento, tipo e tamanho do cateter, volume de água instilado no balonete, sistema de drenagem utilizado e intercorrência durante o procedimento(9). Avaliar diariamente a necessidade de troca ou
retirada do cateter, visando o controle e redução de infecções.

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