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Oxigenoterapia

Oxigenoterapia

A oxigenoterapia pode ser definida como a administração de oxigênio superior à encontrada na atmosfera com objetivo de minimizar o déficit de oxigênio que o organismo está necessitando.

O tratamento com diferentes dispositivos está vinculado ao grau de severidade da incapacidade respiratória que o paciente apresenta.

Tem como papel principal prevenir ou aliviar a hipoxemia na vigência de má perfusão tissular. A cânula nasal é um dispositivo de polietileno ou silicone com duas pequenas cânulas, que medem em torno de 1,5 cm, introduzidas nas narinas e que permitem fluxo de oxigênio regulável que não ultrapasse de 6 l/min. Ele é ofertado ao paciente na forma seca até 2 l/min e umidificado para valores superiores em virtude do risco de epistaxe. Resulta em 23% a 30% de fração O2 para o paciente.


Encontramos também a máscara facial aberta, que é utilizada para a administração de oxigênio de forma umidificada. Recobre o nariz e boca do paciente, mas não possui sistema de vedação. Pode ofertar até 40% de concentração de oxigênio dependendo da velocidade do fluxo que pode variar de 10 a 15 l/m.

A máscara de Venturi é uma máscara facial fenestrada que possui sistema de alto fluxo. O oxigênio passa por um orifício, sob pressão, permitindo a aspiração do ar ambiente para o interior da máscara, o que provoca a mistura de ar ambiente e oxigênio.


É considerado um método eficaz por permitir o controle da quantidade exata de O2 por meio de adaptadores coloridos e removíveis, atingindo até 50% de concentração de oxigênio.

Ventilação mecânica não invasiva O suporte ventilatório não invasivo é feito por meio de
máscaras, que mantêm pressão positiva contínua (continuous positive airway pressure - CPAP) ou de dois níveis que mantêm a pressão contínua na inspiração e expiração (bilevel positive airway pressure - Bipap). Asseguram a manutenção das trocas gasosas com diminuição do trabalho respiratório melhorando o padrão respiratório.


A máscara de CPAP pode ter como complicações a broncoaspiração em crianças, devido o aumento da salivação, devendo ser instalada com pelo menos uma hora de jejum. Já nos adultos, a principal queixa, além da intolerância, é de náuseas, podendo ser seguidas de vômitos.

Para máscara de Bipap, é importante a administração de sedação, sem que haja prejuízo do padrão respiratório, para que o paciente tolere melhor a utilização do suporte respiratório. Ventilação mecânica invasiva A ventilação mecânica invasiva é a assistência ventilatória por meio de respirador mecânico.


As principais indicações são a diminuição do consumo de oxigênio exigido pelo músculo cardíaco na vigência de cardiopatia, bloqueio neuromuscular para a realização de procedimentos invasivos e diminuição da hipoxemia ou hipercapnia para pacientes que apresentam insuficiência respiratória. Pode ser utilizado para prevenção de atelectasias e da fadiga respiratória.


Vários são os tipos de respirador mecânico no mercado, porém, é necessário que a escolha, bem como os parâmetros, esteja de acordo com a necessidade do paciente.

A ventilação mecânica fornece o gás ao pulmão por meio de pressão positiva a uma determinada frequência e essa a quantidade de ar pode ser limitada pelo tempo, pela pressão e pelo volume. É importante que os parâmetros do ventilador sejam ajustados levando-se em consideração o resultado da gasometria, que indica valores de oxigênio e gás carbônico; radiografia de tórax e patologia de base.

Entre eles estão o pico de pressão inspiratória; relação entre a inspiração e expiração; a modalidade respiratória, que varia de acordo com o nível de dependência do paciente; frequência respiratória; pressão expiratória positiva final (Peep), responsável pela manutenção da distensão alveolar no final da expiração; e a fração inspiratória de oxigênio (FiO2).


Os cuidados de enfermagem incluem a vigilância constante, alarmes ligados ininterruptamente, o auxílio na fixação do tubo traqueal, a avaliação da perfusão periférica para verificar a eficácia da perfusão tecidual, a instalação da oximetria de pulso, a observação da expansibilidade torácica em sincronia com o ventilador mecânico e a avaliação da necessidade de analgesia e sedação.


Mudança de decúbito para evitar atelectasia e otimização da expansibilidade torácica, e higiene oral para diminuição da proliferação bacteriana também são cuidados importantes a serem prestados pela equipe de enfermagem. Não se esqueça de estabelecer a comunicação efetiva com todos os pacientes que estão em ventilação mecânica, incluindo aqueles que se apresentam sedados. 

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 13/04/2015

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