Sou Enfermagem

Medicamentos anticoagulantes

Medicamentos anticoagulantes

Os medicamentos classificados como anticoagulantes agem prolongando o tempo de coagulação ou impedindo a sua ocorrência. Três medicamentos merecem destaque: heparina, varfarina e ácido acetilsalicílico (AAS).

A heparina pode ser administrada por via subcutânea (ação entre 2 e 4 horas) ou endovenosa (ação imediata).

O paciente em uso de heparina pode apresentar, como efeitos colaterais, o aumento de potássio e/ou lipídeos no sangue, prurido, diminuição de plaquetas, dor moderada, hemorragia, manchas na pele, febre, dores nas vértebras (costas) e prolongação do tempo de coagulação.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à heparina:

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Não administrar por via intramuscular.
  • Não massagear o local de aplicação, devido ao risco de hematoma.
  • Não administrar com outras drogas.
  • Orientar os pacientes quanto ao risco de sangramento, por exemplo, ao escovar os dentes.
  • Observar sinais e sintomas de hemorragia externa e interna.
  • Observar sinais de hipersensibilidade à droga.

Os sinais e sintomas de hemorragia que o paciente pode apresentar são: hematomas em membros, petéquias, epistaxe, melena, hematúria, dor torácica e nos flancos. Nesses casos, pode-se utilizar a protamina como antídoto.

Os sinais de hipersensibilidade à droga são: urticária, calafrios, febre e reação asmática.

O medicamento varfarina tem ação mais lenta se comparado à heparina. É adequado para regular o tempo de protombina e tem ação na síntese da vitamina K. É indicado, também, no tratamento de arritmia atrial (prevenção de embolia), doença cardíaca reumática, embolia pulmonar, infarto do miocárdio e trombose venosa profunda. A varfarina é administrada por via oral. Há grande possibilidade de interação entre medicamento e nutriente.

Os pacientes em uso de varfarina podem apresentar, como efeitos colaterais, hemorragia, lesões necróticas de pele e tecido subcutâneo, urti- cária, dermatite, diarreia, náusea, êmese e leucopenia.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à varfarina:

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Orientar os pacientes quanto ao risco de sangramento, por exemplo, ao escovar os dentes.
  • Orientar o paciente quanto aos cuidados na prática de esportes, devido ao risco de traumas.
  • Observar sinais e sintomas de hemorragia externa e interna.
  • Observar sinais de interação medicamento-nutrientes.

O medicamento ácido acetilsalicílico (AAS) age diminuindo a capa- cidade de agregação plaquetária. Seu uso é indicado nos casos de angina instável, profilaxia de infarto agudo do miocárdio e no pós-operatório de cirurgia arterial.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao AAS:

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Administrar por via oral.
  • Observar sinais de superdosagem.
  • Orientar o paciente sobre risco de hemorragia.

Nos casos de superdosagem, o paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, sangramento oculto, rush cutâneo e hematomas.

A administração da insulina pode ser por via subcutânea, intramuscular ou endovenosa.

A insulina pode ser classificada quanto ao seu tempo de ação, como:

  • Ultrarrápida: pode ser administrada por via subcutânea, endovenosa ou intramuscular, próximo às refeições. É indicada nos casos de cetoacidose diabética, principalmente nas administrações por via endovenosa e intramuscular. Pico de ação em 1 hora.
  • Rápida (regular): pode ser administrada por via subcutânea, endovenosa ou intramuscular. É indicada nos casos de diabetes descompensada associada a situações de infecção, choque e trauma cirúrgico e cetoacidose. Pico de ação entre 2 e 4 horas.
  • Intermediária (NPH): caracterizada por absorção lenta. Administrada por via subcutânea, não é indicada em situações de emergência, nem no tratamento inicial da cetoacidose. Pico de ação entre 8 e 12 horas.
  • Lenta: resulta da combinação de insulina ultralenta com semilenta. Tem ação semelhante à da insulina intermediária (NPH). Pico de ação entre 8 e 12 horas.
  • Prolongada: seu início de ação é muito lento, podendo provocar hiperglicemia no período da manhã. Indicada para ser administrada em dose única diária, não sendo aconselhável dividir a dose. Não há pico de ação, pois sua liberação é praticamente contínua e com efeito prolongado.

Cuidados específicos por parte da enfermagem:

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Não agitar o frasco antes de aspirar a insulina, apenas rolá-lo na mão.
  • Conservar o frasco de insulina, após sua abertura, sob refrigeração.
  • Atentar para o prazo de validade, após abertura do frasco.
  • Remover as bolhas de ar antes de aplicar a insulina, nos casos de administração por via subcutânea e intramuscular.

Insulinas

A insulina é um hormônio que promove o aumento do transporte da glicose nos músculos e nas células, com a finalidade de reduzir o nível de glicose no sangue. Seu uso é indicado nos casos de pacientes portadores de diabetes mellitus. Há vários tipos de insulina, os quais diferem de acordo com sua origem e tempo de ação. A escolha é feita pelo médico responsável, conforme o quadro clínico, a taxa de glicemia do paciente e o efeito desejado.

  • tremores;
  • ansiedade;
  • confusão mental;
  • alteração de comportamento;
  • estupor;
  • inconsciência; e
  • coma.

Os sinais e sintomas de reações alérgicas são: desconforto, dispneia, palpitação e sudorese. Os sinais de reação local são: edema, prurido, endurecimento da pele e dor anormal na região de aplicação.

  • Utilizar seringa de insulina (graduação em Unidades Inter- nacionais).
  • Utilizar agulha adequada à via de administração prescrita.
  • Atentar para a aparência da insulina, não administrando nos casos de presença de grumos.
  • Não massagear o local, após aplicação da insulina.
  • Nos casos de administração por via subcutânea, respeitar o rodízio do local de aplicação.
  • Nos casos de administração por via endovenosa, a insulina deverá ser diluída em solução fisiológica 0,9%.
  • Preferencialmente, infundir a solução endovenosa por bom- ba de infusão.
  • Atentar para sinais e sintomas de encefalopatia, redução de nível de consciência e vômitos, nos casos de administração por via endovenosa.
  • Manter o paciente sob contínua monitorização cardíaca, atentando para sinais de arritmias, nos casos de infusão endovenosa.
  • Realizar controle de diurese.
  • Atentar para sinais e sintomas de hiperglicemia ou hipoglicemia.
  • Atentar para sinais e sintomas de reações alérgicas e reações locais.

Os sinais e sintomas de hiperglicemia são:

  • sede excessiva;
  • aumento do volume urinário;
  • aumento da frequência de eliminação urinária (número de micções);
  • necessidade de urinar durante a noite;
  • fadiga, fraqueza e tontura;
  • visão turva, borrada;
  • aumento de apetite; e
  • perda de peso.

Os sinais e sintomas de hipoglicemia são:

  • taquicardia;
  • transpiração em excesso;
  • tremores;
  • ansiedade;
  • confusão mental;
  • alteração de comportamento;
  • estupor;
  • inconsciência; e
  • coma.

Os sinais e sintomas de reações alérgicas são: desconforto, dispneia, palpitação e sudorese. Os sinais de reação local são: edema, prurido, endurecimento da pele e dor anormal na região de aplicação.


REFERÊNCIAS
1. Administração de medicamentos na Enfermagem. Rio de Janeiro: EPUB. 2ª ed, 2002
2. FURP - Memento Terapêutico. Secretaria de Estado da Saúde. 6ª ed., nov/95.
3. STAUT, NAÍMA DA SILVA - Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
4. ZANINI, A.C., OGA S. - Farmacologia aplicada. 5º ed. São Paulo: Atheneu, 1994.
5.FAKIH, F.T. - Manual de Diluição e administração de medicamentos injetáveis. 1ªed.
Rio de Janeiro, 2000
6. FONSECA, S.M. et al – Manual de Quimiterapia antineoplasica. 1ªed, Rio de Janeiro,
2000
7. DUNCAN, H.A. et al – Dicionário Andrei para enfermeiros e outros profissionais da
saúde, 2ªed, São Paulo, 1995




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 04/07/2018

Este site usa cookies para fornecer serviços e analisar tráfego. Ao usar o site, você concorda com o uso de cookies. Saiba mais. Entendi