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Medicamentos antibióticos

Medicamentos antibióticos

Os antibióticos que merecem destaque são: vancomicina, amicacina, cefalexina, clindamicina, imipenem, oxacilina, ampicilina, cefalotina, ceftriaxona, azitromicina, ciprofloxacina, metronidazol, amoxacilina, ceftazidima e gentamicina.

O medicamento vancomicina é classificado como antibiótico e anti- bacteriano. É indicado no tratamento de endocardite bacteriana, infecção articular por estafilococos, infecção óssea e septicemia bacteriana. Sua administração é endovenosa.

Os pacientes em uso de vancomicina podem apresentar, como efeitos colaterais: alterações no sangue, arrepios, hipertermia, náusea, queda de pressão arterial, reações alérgicas, vasculite, vertigem, êmese e zumbido nos ouvidos.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à vancomicina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos. A diluição e o tempo de infusão são determinados por protocolos institucionais elaborados pela CCIH e Farmácia, específicos conforme o tipo de antibiótico, a dosagem, a indicação do medicamento e a idade do paciente (adulto ou criança).
  • Orientar o paciente a não deixar o leito sem estar acompanhado por profissionais de enfermagem, devido ao risco de queda causado por efeitos colaterais (queda de pressão arterial e vertigem).
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento amicacina é classificado como antibiótico e antibacteriano, indicado no tratamento de infecção do trato biliar, infecção óssea, infecção articular, infecção do sistema nervoso central, infecção intra-abdominal, pneumonia por gram-negativo, septicemia bacteriana, infecção de pele e tecidos moles e infecção urinária. Sua administração pode ser endovenosa ou intramuscular.

Os pacientes em uso de amicacina podem apresentar, como efeitos colaterais: toxicidade renal, neurotoxicidade, toxicidade auditiva e toxicida de vestibular.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à amicacina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Nos casos de administração endovenosa, o medicamento deve ser diluído em solução fisiológica 0,9% (100 ml).
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento cefalexina é classificado como antibiótico e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de amigdalite, faringite, infecção articular, infecção de pele e tecidos moles, infecção orofacial por anaeróbios, infecção por cocos gram-positivos, infecção urinária, otite média e pneumonia. Sua administração pode ser por via oral (comprimidos, drágeas, suspensão oral e gotas) ou endovenosa.

Os pacientes em uso de cefalexina podem apresentar, como efeitos colaterais: candidíase oral, candidíase vaginal, cefaleia, diarreia e diminuição de protombina no sangue.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à cefalexina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos. A diluição e o tempo de infusão são determinados por protocolos institucionais elaborados pela CCIH e Farmácia, específicos conforme o tipo de antibiótico, a dosagem, a indicação do medicamento e a idade do paciente (adulto ou criança).
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento clindamicina é classificado como antibiótico, antibacteriano e antiprotozoário. É indicado no tratamento de infecção articular, infecção de pele e tecidos moles, infecção intra-abdominal, infecção óssea, infecção pélvica em mulheres, infecção orofacial por anaeróbios, infecção por gram-positivo, pneumonia, septicemia e vaginite por gardnerella. Sua administração pode ser por via oral (cápsula) ou endovenosa.

Os pacientes em uso de clindamicina podem apresentar como efeitos colaterais: abcesso estéril, alteração do nível de bilirrubina, alterações no sangue, choque anafilático, diarreia intensa com presença de muco, icterícia, dor abdominal, náusea e diminuição do apetite.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à clindamicina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento imipenem é classificado como antibiótico de amplo espectro e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de endocardite bacteriana, infecção articular, infecção de pele e de tecidos moles, infecção intra-abdominal, infecção óssea, infecção pélvica em mulheres, infecção urinária, pneumonia e septicemia. Sua administração dá-se por via intramuscular ou endovenosa.

Os pacientes em uso de imipenem podem apresentar, como efeitos colaterais: sialorreia, cansaço, diarreia, fraqueza, inflamação na língua, náusea, reação alérgica, sudorese, tromboflebite e êmese.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao imipenem:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Manter a permeabilidade de acesso venoso, atentando para sinais de flebite.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da ins- tituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento oxacilina é classificado como antibiótico e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de infecção por estafilococos. Sua administração pode ser por via oral (cápsula), intramuscular ou endovenosa. O paciente em uso de oxacilina pode apresentar, como efeitos colaterais: alteração no sangue, diarreia com presença de muco, convulsão, elevação de enzimas hepáticas, irritabilidade neuromuscular, lesões na boca, náuseas, nefrite, neuropatia e êmese.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à oxacilina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento ampicilina é classificado como antibiótico e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de endocardite bacteriana, infecção biliar, infecção ginecológica e obstétrica, infecção intestinal, infecção respiratória, infecção urinária, meningite bacteriana, febre tifoide e septicemia. Sua administração pode ser por via oral (cápsula, comprimido e suspensão oral), intramuscular ou endovenosa.

O paciente em uso de ampicilina pode apresentar, como efeitos colaterais: angioedema, alterações no sangue, candidíase, choque, colite pseudomembranosa, diarreia, náusea, vaginite, vasculite, reações na pele, convulsão e dor articular.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à ampicilina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Atentar para não administrar ampicilina benzatina por via endovenosa, somente por via intramuscular.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais
  • O medicamento cefalotina é classificado como antibiótico e antibacteriano de primeira geração, sendo indicado no tratamento de endocardite bacteriana, infecção articular, infecção de pele e dos tecidos moles, infecção óssea, infecção perioperatória, infecção urinária, pneumonia e septicemia. Sua administração pode ser por via endovenosa e intramuscular.

Os pacientes em uso de cefalotina podem apresentar, como efeitos colaterais: candidíase oral, cefaleia, diarreia, dor abdominal, convulsões, dor articular e reações alérgicas.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à cefalotina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento ceftriaxona é classificado como antibiótico e antibac- teriano, sendo indicado no tratamento de gonorreia endocervical, gonorreia uretral, infecção articular, infecção de pele e de tecidos moles, infecção intra-abdominal, infecção óssea, infecção pélvica em mulheres, profilaxia de infecção perioperatória, infecção urinária, meningite, pneumonia e septicemia. Sua administração pode ser por via endovenosa ou intramuscular. Os pacientes em uso de ceftriaxona podem apresentar, como efeitos colaterais: candidíase oral, candidíase vaginal, cefaleia, dor abdominal, diarreia grave (que pode apresentar sangue) e hipertermia.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à ceftriaxona:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento azitromicina é classificado como antibiótico e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de bronquite bacteriana, cervicite, faringite, infecção de pele e de tecidos moles, infecção orofacial por anaeróbios e por cocos gram-positivos, pneumonia e uretrite. Sua administração dá-se por via oral (cápsula, comprimido e suspensão oral) ou endovenosa.

Os pacientes em uso de azitromicina podem apresentar, como efeitos colaterais: alterações no sangue, angioedema, choque anafilático, diarreia, dor abdominal, erupção na pele, flatulência, náusea, alterações hepáticas e êmese.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à azitromicina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da ins- tituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento ciprofloxacina é classificado como antibiótico de amplo espectro e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de bronquite bacteriana, gastroenterite, gonorreia endocervical, gonorreia uretral, infecção articular, infecção de pele e de tecidos moles, infecção óssea, infecção urinária, periodontite e pneumonia. Sua administração pode ser por via oral (comprimido) ou endovenosa.

Os pacientes em uso de ciprofloxacina podem apresentar, como efeitos colaterais: alterações do paladar, cefaleia, fotossensibilidade, prurido, erupção e rubor na pele, alterações gastrointestinais, dor abdominal, náusea, êmese, toxicidade do sistema nervoso central, sonolência ou insônia e hipertermia.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à ciprofloxacina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente para não dirigir e não operar máquinas, devido ao risco de sonolência.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento metronidazol é classificado como triconomicida, ame- bicida e antibacteriano, sendo indicado no tratamento de infecções causadas por bactérias anaeróbicas, septicemia, bacteremia, abscesso cerebral, abscesso subfrênico, infecção puerperal e abscesso pélvico. Sua administração pode ser por via oral (comprimido e suspensão oral) ou endovenosa.

Os pacientes em uso de metronidazol podem apresentar, como efeitos colaterais: alterações no paladar, alterações no traçado elétrico cardíaco, alterações no sangue, ataxia, boca seca, candidíase vaginal, cistite, cólica abdominal, colite pseudomembranosa, diarreia com presença de muco ou constipação, confusão mental e congestão nasal.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto ao metronidazol:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Diluir o medicamento em solução fisiológica 0,9%, solução glicosada 5% ou solução de ringer lactato.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da ins- tituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento amoxacilina é classificado como antibiótico e anti- bacteriano, sendo indicado no tratamento de amigdalite, endocardite bac- teriana, gonorreia, infecção de pele e partes moles, infecção odontogênica, infecção respiratória, otite média e sinusite. Sua administração pode ser por via oral (comprimidos, cápsulas e suspensão oral), intramuscular ou endovenosa.

Os pacientes em uso de amoxacilina podem apresentar, como efeitos colaterais: agitação, alterações sanguíneas, ansiedade, candidíase oral, choque anafilático, erupção na pele, lesão oral, náusea, tontura, urticária, vertigem, êmese e diarreia.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à amoxacilina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente sobre risco de queda, provocado por tontura e vertigem.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos. A diluição e o tempo de infusão são determinados por protocolos institucionais elaborados pela CCIH e Farmácia, específicos conforme o tipo de antibiótico, a dosagem, a indicação do medicamento e a idade do paciente (adulto ou criança).
  • O frasco de solução, após aberto, deverá ser mantido sob refrigeração, conforme protocolo elaborado pela farmácia de cada instituição de saúde, que deverá seguir orientações das indústrias farmacêuticas.Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento ceftazidima é classificado como antibiótico e antibacteriano de terceira geração, sendo indicado no tratamento de infecção articular, infecção de pele e tecidos moles, infecção intra-abdominal, infecção óssea, infecção pélvica em mulheres, infecção urinária, meningite, pneumonia e septicemia. Sua administração pode ser por via endovenosa ou intramuscular.

Os pacientes em uso de ceftazidima podem apresentar, como efeitos colaterais: candidíase oral, candidíase vaginal, cefaleia, colite pseudomem- branosa, dor abdominal, dor gástrica, diarreia aquosa (que pode transfor- mar-se em sanguinolenta) e diminuição da protrombina no sangue.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à ceftazidima:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • A administração endovenosa deve seguir o protocolo da instituição sobre diluição de antibióticos.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

O medicamento gentamicina é classificado como antibiótico e antibacteriano, indicado no combate a bacilos gram-negativos e a algumas bactérias gram-positivas. É recomendado no tratamento de infecção do sistema nervoso central, infecção intra-abdominal, pneumonia por gram-negativo, septicemia bacteriana, infecção de pele e de tecidos moles e infecção urinária. Sua administração é por via tópica (creme) ou intramuscular.

Os pacientes em uso de gentamicina podem apresentar como efeitos colaterais: neurotoxicidade, toxicidade renal, oligúria, sede excessiva, diminuição de apetite, náusea, êmese, toxicidade auditiva, toxicidade vestibular e tontura.

Cuidados específicos por parte da enfermagem quanto à gentamicina:

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente sobre risco de queda, devido à tontura.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

REFERÊNCIAS

1. Administração de medicamentos na Enfermagem. Rio de Janeiro: EPUB. 2ª ed, 2002
2. FURP - Memento Terapêutico. Secretaria de Estado da Saúde. 6ª ed., nov/95.
3. STAUT, NAÍMA DA SILVA - Manual de drogas e soluções. São Paulo: EPU, 1986.
4. ZANINI, A.C., OGA S. - Farmacologia aplicada. 5º ed. São Paulo: Atheneu, 1994.
5.FAKIH, F.T. - Manual de Diluição e administração de medicamentos injetáveis. 1ªed.
Rio de Janeiro, 2000
6. FONSECA, S.M. et al – Manual de Quimiterapia antineoplasica. 1ªed, Rio de Janeiro,
2000
7. DUNCAN, H.A. et al – Dicionário Andrei para enfermeiros e outros profissionais da
saúde, 2ªed, São Paulo, 1995

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 04/07/2018

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