Sou Enfermagem

Flebite

Flebite

A flebite é definida como a inflamação de uma veia devido a uma irritação química e/ou mecânica. 

Caracteriza-se por uma área avermelhada e quente ao redor do local de inserção, ou ao longo do trajeto da veia, e edema.

A seguir, há a especificação dos tipos de flebite

Flebite Mecânica

É uma irritação mecânica, causando uma flebite ou inflamação na veia; pode ser atribuída ao uso de cateter de calibre grande inserido em Flebite Química.

Muitos fatores contribuem para o desenvolvimento de flebite química. Geralmente, é causada por administração de medicações ou soluções irritantes, medicações diluídas ou misturadas impropriamente, infusão muito rápida, presença de pequenas partículas na solução. Um fator contributivo na formação de flebite química são partículas ínfimas na solução, tais como partículas de drogas que não se dissolvem totalmente durante a diluição e que não são visíveis. Infusões intermitentes heparenizadas causam menos irritação na parede da veia no decorrer do tempo do que infusões contínuas.

Flebite Bacteriana

É a inflamação da parede interna da veia associada com a infecção bacteriana. Fatores que contribuem para o desenvolvimento de flebite bac- teriana incluem técnicas assépticas inadequadas de inserção do cateter, fi- xação ineficaz do cateter e falha na realização de avaliação dos locais.

Flebite Pós-infusão

Trata-se de uma inflamação da veia que se torna evidente em 48 a 72 horas. Fatores que contribuem para seu desenvolvimento, são: técnica de inserção do cateter, condição da veia utilizada, tipo, compatibilidade e o pH da solução ou medicações infundidas, calibre, tamanho, comprimento e material do cateter e tempo de permanência.


Quadro – Classificação da flebite – Escala de Maddox

GRAVIDADE 0
Ausência de reação.
GRAVIDADE 1+
Sensibilidade ao toque sobre a porção IV da cânula.
GRAVIDADE 2+
Dor contínua sem eritema.
GRAVIDADE 3+
Dor contínua, com eritema e edema, veia dura, palpável a menos de 8 cm acima do local IV da cânula.
GRAVIDADE 4+
Dor contínua com eritema e edema, endurecimento, veia endurecida palpável a mais de 8 cm do local IV da cânula.
GRAVIDADE 5+
Trombose venosa aparente. Todos os sinais de 4+, mais fluxo venoso = 0, o qual pode ter sido interrompido devido à trombose.

A incidência de flebite aumenta conforme o período de tempo em que a linha EV é mantida, dependendo da composição do líquido infundido, especialmente seu pH e tonicidade, do tamanho da cânula e do local da inserção, da filtração ineficaz, da fixação imprópria da linha e da introdução de micro-organismos no momento da inserção. O tratamento consiste em troca da punção conforme protocolo da instituição, geralmente a cada 72 horas, interrupção da linha EV, punção em novo local e compressa morna e úmida no local afetado.

Tromboflebite

É a presença de um processo inflamatório de um segmento de uma veia, geralmente de localização superficial, com a formação de coágulos, na área afetada. Seus sinais são: dor localizada, rubor, calor e edema ao redor da inserção ou ao longo do trajeto da veia.


REFERÊNCIAS


AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Legislação vigente. Resolução RDC no 45, de 12 de março de 2003.
 .Resolução – RE no 515, de 15 de fevereiro de 2006.  
 .Resolução da Diretoria Colegiada – RDC 29, de 17 de abril de 2007.
ALVES, M. A. C. Bombas de infusão: operação, funcionalidade e segurança. Dissertação (Mestrado em Engenharia Elétrica). Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2003.
ARCURI, E. A .M. Reflexões sobre a responsabilidade do enfermeiro na administração de medicamentos. Rev. Escola de Enfermagem USP, 1991.
BATLOUNI, Michel; RAMIRES, José Antonio Franchini (orgs.). Farmacologia e terapêutica cardiovascular. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2004.
BEVAN, J. A. et al. Interações de drogas. Fundamentos de farmacologia. São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1979.
BRUNNER & SUDDARTH. Tratamento de pacientes com disfunção urinária e renal. In: Brunner & Suddarth. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
CABRAL, E. I. Administração de medicamentos. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2002.
CARVALHO, V.T.; CASSIANI, S.H. Erros na medicação: análise das situações relatadas pelos profissionais de enfermagem. Medicina, Ribeirão Preto, jul./set. 2000.
CASSIANI, S.H.B.; RANGEL, S.M. Complicações locais pós-injeções intramusculares em adultos: revisão bibliográfica. Medicina, Ribeirão Preto, out./dez. 1999.
CHEREGATTI, Aline Laurenti; AMORIM, Carolina Padrão. As principais drogas utilizadas em UTI. São Paulo: Martinari, 2008.
CHEREGATTI, A. L; JERONIMO, R. A. S. (orgs). Manual ilustrado de enfermagem. São Paulo: Rideel, 2009. CIPRIANO, S. L.; MALUVAYSHI, C. H.; LARAGNOIT, A. P. B.; ALVES, M. E. Sistema de dispensação de medicamentos em dose unitária – SDMDU. São Paulo, 2001.
COIMBRA, J. A. H.; CASSIANI, S. H. B. Responsabilidade da enfermagem na administração de medicamentos: algumas reflexões para uma prática segura com qualidade de assistência. Rev. Latino-Americana de Enfermagem, mar. 2001.
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM. Documentos básicos de enfermagem. São Paulo, 2008.  
COSTA, E.M. Registro: documentação em Enfermagem – influências e contribuições para a prática.
Cadernos de Pesquisa: cuidado é fundamental, abr./jun. 1997.
CUNHA, G.W.B. O pioneiro da dose unitária. Revista do InCor. Ano 1, n. 7, out. 1995.
 . Dose unitária: solução eficaz e eficiente. Revista Secretaria de Saúde, VI(25):14, 1997.
INSTITUTE OF MEDICINE. Committee on Quality of Health Care in America. To err is human: building a safer health care system. Washington: National Academy Press, 2000.
KNOBEL, E. Diálise peritoneal. In: Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.
 . Manuseio da dor com cateter epidural. In: Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Atheneu, 2006.
LIMA, M.J. O que é Enfermagem. In: Figueiredo, N.M.A. Práticas de Enfermagem: fundamentos, conceitos, situações e exercícios. São Paulo: Difusão Paulista de Enfermagem, 2003

Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 05/07/2018

Gostou? Deixe seu comentário.