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9 certos da enfermagem

9 certos da enfermagem

Um dos métodos mais difundidos entre os profissionais da enfermagem, a fim de garantir a segurança do paciente na administração do medicamento, é conhecido como 9 Certos

Todo profissional, ao preparar uma medicação, precisa atentar para as regras apresentadas a seguir.

Entre as principais estratégias que podem ser aplicadas para garantir a segurança do paciente na prática medicamentosa, está aquela conhecida como regra dos “nove certos”:

1. Paciente certo

2. Medicamento certo

3. Via certa

4. Hora certa

5. Dose certa

6. Registro certo da administração 

7. Orientação correta

8. Forma certa

9. Resposta certa

 Outro aspecto a ser considerado na atualidade é o conhecimento acerca da RDC nº 67 de 2007 da ANVISA, que dispõe sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias, estabelecendo que os procedimentos que integram as atividades desenvolvidas em farmácia hospitalar, sejam eles, fracionamento, preparação ou dispensação de medicamentos, deverão ser efetuados sob a supervisão e responsabilidade de profissional farmacêutico habilitado.


1. Paciente certo

Para certificar-se que a medicação será administrada no paciente certo, preconiza-se:

– Utilizar dois identificadores (como nome do paciente e data de nascimento)

– Questionar ao paciente, confirmar com a pulseira de identificação.

– Verificar se o nome corresponde ao nome identificado no leito, nome identificado no prontuário e nome identificado na PRESCRIÇÃO MÉDICA.

–  Evitar dentro do possível internar duas pessoas com nomes similares na mesma enfermaria.

– Evitar, dentro do possível que o mesmo funcionário seja responsável pela prestação da assistência de enfermagem a dois pacientes com nomes similares.

2. Medicamento certo

Esta etapa abrange:

– Conferir se o nome do medicamento que tem em mãos é o que está prescrito. Antes de administrar, deve-se conferir o nome do medicamento com a prescrição médica.

– Averiguar alergias. Pacientes que tenham alergia a alguma medicação devem ser identificados com pulseira e aviso no prontuário. Se houver associação de medicamentos (buscopam composto= dipirona + escopolamina), deve-se certificar-se de que o paciente não é alérgico a nenhum dos componentes.

3. Via certa

Em relação a via certa, devemos:

– Verificar se a via de administração prescrita é a via tecnicamente recomendada para administrar determinado medicamento.

 – Verificar se o diluente (tipo e volume) foi prescrito.

– Analisar se o medicamento tem compatibilidade com a via prescrita. Ver identificação da via na embalagem.

– Avaliar a compatibilidade do medicamento com os produtos  utilizados para sua administração (seringas, cateteres, sondas, equipos, e outros).

– Esclarecer todas as dúvidas com a supervisão de enfermagem, prescritor ou farmacêutico previamente à administração do medicamento.

4. Hora certa

As medicações devem ser administradas sempre na hora prescrita, evitando atrasos. Nesta etapa devemos lembrar que:

– A medicação deve ser preparada na hora da administração, de preferência à beira leito.

– Em caso de medicações administradas após algum tempo do preparo devemos atentar para o período de estabilidade (como quimioterápicos) e também para a forma de armazenamento.

– A antecipação ou o atraso da administração em relação ao horário predefinido somente poderá ser feito com o consentimento do enfermeiro e do prescritor.

5. Dose certa

Esta etapa, assim como todas outras é crucial. Abrange:

– Conferir atentamente a dose prescrita para o medicamento. Doses escritas com “zero”, “vírgula” e “ponto” devem receber atenção redobrada, conferindo as dúvidas com o prescritor sobre a dose desejada, pois podem redundar em doses 10 ou 100 vezes superiores à desejada.

– Verificar a unidade de medida utilizada na prescrição, em caso de dúvida ou medidas imprecisas (colher de chá, colher de sopa, ampola).

  – Conferir a velocidade de gotejamento. Realizar dupla checagem dos cálculos para o preparo e programação de bomba para administração de medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância.

6. Registro certo da administração

O registro de todas as ocorrências relacionadas a administração de medicações é um importante instrumento para garantir a segurança do paciente na continuidade dos cuidados. Lembre-se, você não estará lá no próximo turno para esclarecer dúvidas! Então anote com atenção, clareza e detalhes importantes. Registre:

– Na prescrição o horário da administração do medicamento e cheque!

– Na anotação de enfermagem, registre o medicamento administrado e justifique em casos de adiamentos, cancelamentos, desabastecimento, recusa do paciente e eventos adversos.

7. Orientação correta

A orientação correta refere-se tanto ao profissional quanto ao paciente!

Qualquer dúvida deve ser esclarecida antes de administrar a medicação

De acordo com os 10 passos para segurança do paciente, o paciente também é uma barreira para prevenir erros e deve ser envolvido na segurança de sua assistência! 

Devemos informar o paciente sobre qual medicamento está sendo administrado (nome), para que “serve” (indicação), a dose e a frequência que será administrado.

8. Forma certa

Esta etapa está relacionada com a forma farmacêutica do medicamento. Devemos:

– Checar se o medicamento a ser administrado possui a forma farmacêutica e via de administração prescrita.

– Checar se forma farmacêutica e a via de administração prescritas estão apropriadas à condição clínica do paciente (por exemplo, se o nível de consciência permite administração de medicação por via oral – V.O).

9. Resposta certa

Nessa última etapa devemos observar cuidadosamente o paciente, para identificar se o medicamento teve o efeito desejado. Registrar em prontuário e informar ao prescritor, todos os efeitos diferentes (em intensidade e forma) do esperado para o medicamento. Devemos considerar o que o paciente ou familiar relata e nunca menosprezar ou desprezar as informações concedidas.




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 05/07/2018

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