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Especialidade Enfermagem em Anestesiologia

Especialidade Enfermagem em Anestesiologia

Um estudo realizado por Cassiane de Santana Lemos, demonstra que há uma grande diversidade de atuação do enfermeiro em anestesia, com diferentes tipos de legislação, formação profissional e diretrizes de trabalho, tanto no Brasil como no Mundo.

No Brasil, de acordo com o artigo 4° da lei n° 12.842 de 10 de julho de 2013, a execução da sedação profunda, bloqueios anestésicos e anestesia geral são atividades privativas do médico. Contudo, o enfermeiro de centro cirúrgico brasileiro pode auxiliar diretamente o anestesiologista na monitorização do paciente, indução anestésica, nos controles intraoperatórios e cuidados após a reversão, mas não pode planejar e controlar o plano de anestesia, como o enfermeiro americano.

Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC)

A Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC) recomenda que o enfermeiro
colabore no ato anestésico caso seja necessário, mas não há um padrão assistencial para os profissionais. Desta forma, cada instituição realiza uma prática, e os cuidados dependem da interação profissional entre o anestesiologista e a equipe de enfermagem. 

Alguns estudos brasileiros discutiram as possibilidades de atuação do enfermeiro em anestesia, com a organização de um serviço e a criação de uma especialização de enfermagem, para que o enfermeiro pudesse atuar diretamente nos cuidados antes e durante a cirurgia. Todavia, seria necessária a modificação da estrutura curricular dos cursos de graduação e especialização em enfermagem, além da reformulação da legislação entre os conselhos de enfermagem e anestesia.

Como em alguns países da Europa e do Brasil, o ministério da saúde chinês ainda não reconhece a profissão de enfermagem em anestesia. Os modelos de formação são diversos, alguns enfermeiros têm uma base de formação teórica e outros aprendem sobre a profissão nas atividades práticas. O enfermeiro auxilia o anestesiologista na execução da indução anestésica, no preparo de equipamentos e medicamentos, porém tem pouca autonomia sobre a avaliação do paciente, elaboração do
plano anestésico e sugestão de condutas.

Diante do cenário internacional e considerando a legislação vigente no Brasil, a atuação do enfermeiro no procedimento anestésico é essencial para o planejamento e organização de materiais e equipamentos, trabalho conjunto com o anestesiologista durante a anestesia e acompanhamento do paciente ao término do procedimento anestésico-cirúrgico.

O suporte oferecido pela equipe de enfermagem não pode depender apenas da interação entre enfermeiro e anestesiologista como um auxiliar, mas atuação com conhecimento científico e diretrizes para um cuidado com eficácia e qualidade, favorecendo a segurança do paciente.

A definição do papel do enfermeiro diante da anestesia, com protocolo de cuidados estabelecidos, orientaria o plano de assistência e demonstraria a importância do profissional em sala cirúrgica.





Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 20/08/2018

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