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Especialidade Enfermagem em Acesso Vascular e Terapia Infusional

Especialidade Enfermagem em Acesso Vascular e Terapia Infusional

Os dispositivos de acesso vascular e não vascular são comumente utilizados em pacientes ambulatoriais, internados e comunitários pelos profissionais de enfermagem.

A proposta da Pós Graduação em Acessos Vasculares e Terapia Infusional é desenvolver nos profissionais da enfermagem conhecimento e habilidades de boas práticas de terapia infusional e acessos vasculares, associado aos avanços tecnológicos, garantindo uma Gestão de qualidade e Gerenciamento de riscos decorrentes dessa prática.

Esse é um tema atual e autorizado pelo Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, pois em todas as instituições os pacientes sempre passam por pela necessidade de uma punção venosa periférica. A programação dessa especialização deve ser desenvolvida de modo que possa agregar novos valores e conhecimentos, além de Gerenciar Grupos de Terapia Infusional da Instituição.

A Pós Graduação é uma inovação na área da Enfermagem. Nessa especialização o aluno terá como diferencial, conhecer todos os cateteres, suas finalidades, cuidados e novas tecnologias. Saindo dessa pós com o certificado de Pós-graduação Lato Sensu em Acessos Vasculares e Terapia Infusional.

Ao fim do curso, o aluno estará apto a:

  • Conhecer a indicação, técnicas de Inserção, correta manutenção, retirada e manejo de complicações relacionados aos dispositivos vasculares;
  • Descrever protocolo para indicação, inserção, manutenção, retirada e manejo de complicações relacionadas aos dispositivos vasculares;
  • Praticar inserções de cateter PICC e obter certificado de validação da competência técnica de inserção de acessos vasculares;
  • Identificar e manusear toda a tecnologia disponível para acessos vasculares;
  • Contribuir em projetos institucionais de redução da infecção da corrente sanguínea.
  • Ao fim do curso, o aluno receberá o certificado de Pós-graduação Lato Sensu em Acessos Vasculares e Terapia Infusional.

As indicações de terapia infusional aumentam a cada dia e sua eficácia é comprovada no tratamento de doenças crônicas, auto-imunes e infecciosas. 

Como o procedimento traz consigo riscos, tanto para o paciente como para o profissional de saúde, é necessário equipe bem preparada e qualificada tecnicamente

A enfermeira Claudia Luz, coordenadora do time de acessos vasculares e terapia infusional do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, diz que é fundamental que o enfermeiro desenvolva um raciocínio clínico para escolher o melhor dispositivo e as vias de acessos vasculares que garantirão ao paciente receber a terapia prescrita com qualidade e segurança, sem risco de eventos, principalmente aqueles relacionados à infecção da corrente sanguínea. Claudia conhece profundamente o assunto. Ela é enfermeira há 21 anos no Albert Einstein, especialista em cardiologia, oncologia e administração hospitalar, além de ser sócia da Infusion Nurses Society (INS), com sede nos Estados Unidos, e membro da diretoria do Infusion Nurses Society-Brasil. A profissional ainda acumula participação humanitária, como enfermeira voluntária, na ajuda às vítimas do terremoto ocorrido no Haiti, em 2010.

De acordo com a especialista, o médico prescreve e o enfermeiro realiza o procedimento. “É preciso que haja sintonia entre ambos. A tarefa do enfermeiro é fazer com que o paciente receba o medicamento certo, na dose certa, no tempo certo, pela via e dispositivo corretos.” Cláudia explica que o procedimento que será aplicado no paciente é definido assim que ele dá entrada no hospital. A enfermeira frisa que o Albert Einstein foi o primeiro hospital no Brasil a implementar, em 2012, o sistema norte-americano de “time”. Para montar a equipe (composta por 10 enfermeiros) que tem a tarefa exclusiva de fazer os procedimentos da terapia infusional, Cláudia buscou informações no Exterior. “Hoje, evoluímos bastante e já apresentamos nossos ‘cases’ de sucesso em congressos no Brasil e em outros países. Também somos convidados a falar sobre a experiência do time de terapia infusional em várias universidades”, reforça a enfermeira.


Ela afirma que a evolução tecnológica é uma grande aliada dos procedimentos infusionais. O Cateter Central de Inserção Periférica (PICC, na sigla em inglês) é um desses
avanços. Claudia explica que o PICC é um tubo fino e macio inserido através de punção de uma das veias do braço e conectado a uma grande veia (a cava) próximo ao coração, onde o sangue flui rapidamente. O procedimento é indicado na administração de medicamentos ou fluidos endovenosos que podem irritar ou danificar veias mais finas, ou nos casos que exigem tratamentos por um longo período, sendo utilizado ainda para a transfusão de sangue e de derivados e na administração de nutrição paramental. “No Albert Einstein, quando o paciente ficará internado por mais de seis dias optamos pelo PICC. Com ele, não se perde o acesso e é uma picada só”, detalha.
Nesse ponto, Claudia salienta novamente a importância do enfermeiro no processo. “A inserção do PICC é feita com o uso do ultrassom, por isso o enfermeiro deve saber operá-lo, guiando o cateter pela veia do paciente com o auxílio da imagem do equipamento.” Segundo ela, o PICC pode reduzir o risco de infecção da corrente sanguínea, a qual tem um custo elevadíssimo: 19,5 dias de internação ou US$ 96 mil (cerca de R$ 212 mil) ao paciente e/ou ao Sistema Único deSaúde (SUS).




Postado por: Sou Enfermagem | Publicado em: 20/08/2018

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